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Bebê que foi desenganada pelos médicos recebe alta após ficar sete meses internada em Araçatuba

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Uma bebê que foi desenganada pelos médicos e recebeu uma expectativa de apenas 48 horas de vida terá alta após ficar sete meses internada em um hospital de Araçatuba (SP).

Celine nasceu no dia 8 de setembro de 2025 e, desde então, vive na Santa Casa de Araçatuba. Apesar de já ter sido liberada pelos médicos, ela ainda não foi para casa porque a família precisa fazer algumas adaptações no imóvel.

Em entrevista ao g1, os pais Tais dos Santos Barcelar, de 19 anos, e Gabriel Alexandre Moreira da Silva, de 20, contaram que não tiveram tempo de vê-la após o parto, pois a recém-nascida foi levada às pressas para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal por apresentar risco de vida.

Quando finalmente conseguiram ter o primeiro contato físico com a filha, receberam a notícia que mudaria para sempre a vida da família. Celine estava intubada quando Tais e Gabriel foram informados de que a expectativa de vida da filha era de apenas 48 horas e que, caso sobrevivesse, ficaria em estado vegetativo.

A situação se agravou quando Celine foi diagnosticada com hidrocefalia, malformação no pulmão, cérebro e rosto, além de fenda palatina, que é uma abertura no céu da boca, e síndrome de West, uma forma rara de epilepsia. A equipe médica também investiga a suspeita de síndrome genética.

A notícia surpreendeu os pais de primeira viagem, pois, segundo Tais, a gestação não foi considerada de risco. Durante o pré-natal, as ultrassonografias indicavam que a bebê estava com peso e tamanho considerados normais, sem sinal de problemas de saúde.

Rotina de incertezas

A rotina do casal se tornou intensa ao longo do período de internação. Gabriel sai para trabalhar de manhã, e Tais vai para a Santa Casa de Araçatuba. Ao fim do expediente, Gabriel assume o posto para que eles se revezem nos cuidados com a filha, além de cuidar da casa.

Mesmo com o desenvolvimento de Celine, as previsões médicas eram uma angústia constante. O casal não pôde passar as datas comemorativas junto, pois apenas uma pessoa podia permanecer no hospital. Eles se revezaram no Natal e no Ano Novo com receio de que fossem os últimos momentos da filha. Mais uma vez, a pequena superou as expectativas.

Tais relata as dificuldades impostas pela condição de saúde da filha, como não poder trabalhar ou estudar.

“A sensação que eu tive logo após o parto foi que a minha vida tinha acabado ali, que eu não poderia mais trabalhar nem estudar. Parecia um pesadelo”, diz.

Luta por direitos

Após sete meses vivendo em um hospital, Celine finalmente ganhou na Justiça o direito de ir para casa com estrutura de home care. Segundo Gabriel, a família também enfrenta outra batalha judicial para que o Sistema Único de Saúde (SUS) forneça o canabidiol, receitado para tratar a epilepsia da menina.

Com Gabriel trabalhando como montador industrial e Tais em licença-maternidade, o custo das adaptações seria financeiramente inviável. Além de promover uma rifa, a família contou com a ajuda de parentes, amigos, membros da igreja e de um sargento da cidade, conhecido por organizar campanhas solidárias.

Mesmo com a mobilização da comunidade, a luta continua. Celine demanda insumos constantes, como aspirador de traqueostomia, sondas, luvas e fraldas. Acima de tudo, a família pede apoio com boas vibrações para que a filha continue superando os desafios.

Fonte: G1

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