O comércio nacional se prepara para a Black Friday com a expectativa de movimentar R$ 5,4 bilhões, impulsionada pelas promoções da temporada de compras que culmina na próxima sexta-feira. A estimativa é da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que prevê um crescimento de 2,4% em relação ao ano anterior, já considerando a inflação.
A projeção da CNC demonstra a importância da Black Friday para o varejo, posicionando-a como a quinta data mais relevante para o setor, atrás apenas do Natal, Dia das Mães, Dia das Crianças e Dia dos Pais.
Os setores com maior potencial de vendas incluem hiper e supermercados (R$ 1,32 bilhão), eletroeletrônicos e utilidades domésticas (R$ 1,24 bilhão), móveis e eletrodomésticos (R$ 1,15 bilhão), vestuário, calçados e acessórios (R$ 950 milhões), farmácias, perfumarias e cosméticos (R$ 380 milhões), além de livrarias, papelarias, informática e comunicação (R$ 360 milhões).
A CNC atribui o esperado volume recorde à conjuntura econômica, com a desvalorização do dólar, a desaceleração da inflação e o aumento do emprego e da renda média do trabalhador. A taxa de desemprego atingiu 5,6%, o menor nível em mais de duas décadas.
Contudo, a entidade também alerta para fatores que podem limitar um crescimento ainda maior, como as altas taxas de juros e o elevado endividamento das famílias. As taxas médias de juros para pessoas físicas atingiram o maior nível desde 2017, enquanto 30,5% das famílias possuem contas em atraso. A concorrência com importações também é um fator a ser considerado.
Um levantamento da CNC sobre descontos médios aponta que 70% das categorias de produtos analisadas apresentam potencial de redução, com tendência de queda de preços superior a 5%. Papelaria, livros, joias e bijuterias, perfumaria e utilidades domésticas lideram a lista de produtos com maiores descontos.
A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) orienta os consumidores a ficarem atentos a descontos irreais, verificarem a reputação das lojas, checarem as políticas de entrega e reembolso e preferirem sites seguros. Em caso de suspeita de propaganda enganosa, a denúncia pode ser feita no consumidor.gov.br ou no Procon estadual. Diante do aumento de golpes com inteligência artificial, especialistas recomendam atenção a vídeos e vozes artificiais, anúncios com celebridades em contextos incomuns e mensagens com erros sutis de concordância.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br