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Câncer do rim está entre os dez tipos mais comuns no mundo

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Silencioso na maioria dos casos, o câncer de rim costuma ser descoberto durante exames realizados por outros motivos, como ultrassonografias e tomografias solicitadas em avaliações de rotina.

A doença é o foco da campanha Junho Verde, que busca ampliar a conscientização sobre os fatores de risco e a importância do diagnóstico precoce.

Segundo o oncologista Sérgio Carvalho, de Rio Preto, o principal desafio é justamente a ausência de sintomas nas fases iniciais. “Muitos pacientes não apresentam nenhum sinal no começo da doença. Em grande parte dos casos, o tumor é identificado de forma incidental durante exames feitos por outras razões. Isso reforça a importância do acompanhamento médico regular e da realização dos exames indicados para cada faixa etária e perfil de risco”.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer renal é mais frequente entre pessoas de 50 a 70 anos e ocorre com maior incidência em homens.

Tabagismo, obesidade e hipertensão arterial estão entre os principais fatores associados ao desenvolvimento da doença. Quando surgem, os sintomas podem incluir sangue na urina, dor persistente na região lombar e presença de massa abdominal. No entanto, esses sinais costumam aparecer em fases mais avançadas.

“O diagnóstico precoce faz toda a diferença. Quando o tumor é identificado ainda localizado no rim, as possibilidades de tratamento são maiores e as chances de cura costumam ser bastante favoráveis”, explica Sérgio Carvalho.

O especialista destaca que a adoção de hábitos saudáveis também contribui para reduzir os riscos. Manter o peso adequado, controlar a pressão arterial, evitar o cigarro e realizar acompanhamento médico periódico estão entre as principais medidas de prevenção.

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Nos últimos anos, os tratamentos para o câncer de rim também avançaram. Além da cirurgia, utilizada principalmente nos casos iniciais, pacientes com doença avançada passaram a contar com terapias-alvo e imunoterapia, que ampliaram as possibilidades de controle da doença e de ganho de qualidade de vida.

Por: Henrique Fernandes

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