O policial penal Rogério Nicolete Souza, de 42 anos, que morreu após um acidente seguido de atropelamento na Rodovia Washington Luís (SP-310), em São José do Rio Preto (SP), era conhecido pela inteligência, humildade e bom humor, segundo um colega de curso.

Rogério seguia em uma motocicleta para o trabalho, no Centro de Detenção Provisória (CDP), na manhã de sexta-feira (22), quando foi atingido na traseira por uma carreta. Após a batida, o motorista fugiu do local sem prestar socorro. Em seguida, um carro atropelou o motociclista, que estava caído na pista e não resistiu aos ferimentos.
Ao g1, o colega de curso da Polícia Penal, Tiago Inocêncio, de 35 anos, contou que conheceu Rogério durante o treinamento da corporação, realizado entre junho e agosto de 2022, na Escola da Administração Penitenciária (EAP), no bairro Santana, em São Paulo (SP).

Segundo Tiago, Rogério participava ativamente das aulas e costumava se destacar pelas perguntas feitas aos professores.
Tiago afirmou que recebeu a notícia da morte com choque e indignação. Rogério deixa a esposa e uma filha de um ano.

Rotina desgastante
Tiago também chamou atenção para a rotina desgastante enfrentada por policiais penais e para o grande número de profissionais que utilizam motocicletas para ir ao trabalho. Segundo ele, policiais penais precisam arcar com os custos do próprio transporte.
O policial explica que, mesmo sendo motociclista, evita utilizar o veículo em trajetos longos por causa do desgaste físico após os plantões.
“Eu prefiro pagar a passagem do meu bolso e ir de ônibus. O plantão é desgastante. São 12 horas muito trabalhadas, às vezes mais de 13 horas contando imprevistos. Depois, ainda tem o trajeto de volta. Fica muito cansativo”, relatou Tiago.

Fonte: G1 Rio Preto