05/05/2022 às 09h33min - Atualizada em 05/05/2022 às 09h27min

Pesquisa do Unicef mostra o interesse do jovem em votar nestas Eleições de 2022

Entre os que disseram que não vão votar neste ano, apenas 10% afirmam que, de fato, não querem votar. Outros 17% disseram que não conseguirão tirar o título de eleitor a tempo.

Harley Pacola
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Nove em cada dez adolescentes acreditam que o voto tem poder para transformar a realidade. Além disso, dois em cada três disseram que pretendem votar nas eleições deste ano, segundo pesquisa divulgada no mês passado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). O prazo para que adolescentes tirem o título de eleitor e votem nas eleições deste ano terminou neste dia 4 de maio.

No Brasil, o voto é obrigatório a partir dos 18 anos de idade, mas adolescentes de 16 e 17 anos e aqueles de 15 anos que completam 16 anos até o dia 2 de outubro – data do primeiro turno das eleições de 2022 – também podem tirar o título de eleitor e participar do processo eleitoral.
Para entender melhor esse público, o Unicef e a organização da sociedade civil Viração Educomunicação realizaram uma pesquisa online com 3,1 mil adolescentes de 15 a 17 anos de todas as regiões do país. Nela, 64% afirmam que vão votar este ano, 21% ainda não sabem dizer e 15% disseram que não vão comparecer às urnas. Quando perguntados sobre a importância dessa participação, nove em cada dez adolescentes afirmam que o voto tem poder para transformar a realidade, ou seja, os jovens já são mais que conscientizados através das mídias sobre a importância de eleger um representante na política brasileira, mas infelizmente no país não somos engajados e muito menos estimulados desde cedo a se preocupar com os problemas de uma cidade, Estado e nação.
Entre os que disseram que não vão votar neste ano, apenas 10% afirmam que, de fato, não querem votar. Outros 17% disseram que não conseguirão tirar o título de eleitor a tempo.

Em fevereiro deste ano, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou o menor número de adolescentes com título de eleitor desde a conquista do direito ao voto para essa faixa etária na Constituição de 1988: pouco mais de 13% estavam aptos para votar nas eleições deste ano naquele momento.
Foram feitas campanhas de conscientização e esse número aumentou. De acordo com as estatísticas oficias, até janeiro deste ano, o TSE registrava, no total, pouco mais de 730 mil títulos emitidos para jovens de 15 a 17 anos de idade, cujo voto é facultativo. Em março, esse número subiu para 1,050 milhão – ainda abaixo do registrado em 2018 quando 1,4 milhão de jovens entre 15 e 17 anos tinham o título.

No 2º turno das eleições presidenciais em 2018, entre abstenções, nulos e brancos somaram quase 42 milhões de votos não considerados válidos durante a apuração, ou seja, prova que a cada pleito a sociedade mostra o desinteresse pela falta de renovação dos quadros de nomes dentro política brasileira.
O Diário da Região trouxe em reportagem essa semana que Rio Preto tem 42 mil títulos cancelados. Maioria dos documentos é por ausência injustificada em eleições. O valor baixo da multa pode ser um fator que estimula o eleitor a não comparecer para votar. Essa situação pode levar o eleitor a ter uma série de problemas caso ele não faça a regularização pode ficar impedido de ter acesso à certidão de quitação eleitoral, necessária para renovação de passaporte, posse em concurso público, matrícula em faculdade e renovação de CPF.  
 
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Harley Pacola

Harley Pacola

Jornalista de São José do Rio Preto (SP)

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