O consultor responsável por apresentar estudos para a implantação do programa Smart Rio Preto, considerado vitrine da gestão do prefeito Fábio Cândido (PL), é considerado foragido após ter a prisão preventiva decretada pela Justiça no âmbito da Operação Cavalo de Troia, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que investiga suspeitas de fraude em contratos públicos em Bauru (SP).
Mário Luiz Silvério é consultor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e foi um dos responsáveis por apresentar o modelo de parcerias público-privadas (PPPs) à Prefeitura e à Câmara de São José do Rio Preto (SP).

O Smart Rio Preto prevê investimentos em videomonitoramento com inteligência artificial, iluminação pública e mobilidade urbana, em um contrato de concessão de 30 anos. O custo da PPP é de aproximadamente R$ 2 bilhões.
A Operação Cavalo de Troia foi deflagrada em 9 de setembro pelo Ministério Público para apurar suspeitas de fraude na licitação da concessão do sistema de gestão integrada de resíduos sólidos urbanos de Bauru. Leia mais abaixo.
Silvério é o sexto investigado com prisão preventiva decretada no caso e, até a última atualização da investigação, não havia sido localizado.
A Fipe informou à TV TEM que afastou o pesquisador das atividades e rescindiu o contrato com ele. Em nota, a instituição afirmou que está analisando os fatos e acompanha o andamento das investigações, mantendo-se à disposição das autoridades.
A fundação também reafirmou o compromisso com a ética, a transparência e a integridade na condução dos contratos.
Consultor apresentou projeto de PPPs em Rio Preto
Em julho de 2025, Mário Luiz Silvério participou de uma audiência pública na Câmara Municipal de Rio Preto para apresentar um relatório técnico sobre parcerias público-privadas encomendado pela Prefeitura.
Na ocasião, ele foi apresentado como especialista em concessões públicas e PPPs, consultor da Fipe e diretor-executivo da Companhia Paulista de Desenvolvimento, instituição voltada à viabilização de parcerias entre o poder público e a iniciativa privada.
O consultor explicou o funcionamento do modelo e defendeu a antecipação de investimentos por meio das parcerias. O projeto municipal previa a criação de regras para permitir contratos de PPP em diferentes áreas da administração pública.
Fonte: Assessoria de Imprensa