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Dívida de R$ 200 mil de vítima com ‘jogo do tigrinho’ levou polícia a investigar influenciadora de Rio Preto

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A morte de um homem, de 39 anos, relacionada a uma dívida de mais de R$ 200 mil em apostas online levou a Polícia Civil a investigar uma influenciadora de São José do Rio Preto (SP), alvo de operação contra esquema de lavagem de dinheiro ligado ao chamado “jogo do tigrinho”.

A operação, na manhã da segunda-feira (25), cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em condomínios de alto padrão de Rio Preto e Olímpia (SP). Durante a operação, os policiais apreenderam cinco veículos de luxo, além de dinheiro em espécie, documentos e aparelhos eletrônicos.

A apuração do g1 levantou que o homem acumulava prejuízo superior a R$ 200 mil, incluindo a perda de um imóvel em Olímpia, após sucessivas apostas em jogos de azar online divulgados pela influenciadora. O nome da suspeita não foi revelado pela Polícia Civil.

Em um único dia, em setembro de 2025, a vítima chegou a perder R$ 2,8 mil em apostas, enquanto ele aguardava a esposa sair de um salão de beleza. O dinheiro era fruto de um acerto de demissão e seria utilizado para pagamento de dívidas.

A reportagem apurou que a vítima seguia a influenciadora nas redes sociais e acreditava nas promessas de ganhos fáceis divulgadas por ela.

Ele usava links de afiliação compartilhados pela investigada, que afirmava que os jogos feitos pelas plataformas indicadas por ela teriam maiores chances de lucro.

🔎 Os chamados links de afiliação funcionam como códigos personalizados usados por influenciadores para direcionar seguidores às plataformas de apostas. Quando usuários acessam os jogos por esses links, os divulgadores podem receber comissões ou porcentagens sobre os valores movimentados nas apostas.

Após o prejuízo, o homem atentou contra a própria vida e chegou a ser socorrido até um hospital, mas não resistiu. A relação com as apostas divulgadas pela influenciadora levantou suspeitas da Polícia Civil.

A investigação

A Polícia Civil suspeita que a influenciadora e pessoas ligadas ao núcleo familiar, financeiro e empresarial dela tenham movimentado quase R$ 100 milhões em operações financeiras consideradas suspeitas. Há indícios de movimentações sucessivas para ocultar a origem e o destino do dinheiro.

Fonte: G1 Rio Preto

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