Uma história de perda e generosidade está inspirando mudanças em Araçatuba, interior de São Paulo. A decisão de Aline Machado Celoni e seu marido, João Paulo de Oliveira Celoni, de doar os órgãos de sua filha Laís, de apenas 3 anos, após sua morte encefálica, não só proporcionou uma nova chance de vida a três crianças, mas também motivou a elaboração de uma lei de incentivo à doação de órgãos no município. A criação dessa legislação foi oficializada no último domingo (27), que coincidentemente é o Dia Nacional de Doação de Órgãos, e também o aniversário de Laís.
A decisão que transformou a dor em esperança
Em junho de 2025, após a confirmação da morte encefálica de Laís devido a um quadro severo de hemorragia cerebral, seus pais tomaram a difícil decisão de autorizar a doação de seus órgãos. O coração e os rins da menina foram destinados a transplantes, salvando a vida de outras crianças. Aline, em entrevista, ressaltou a importância deste gesto de amor e solidariedade, enfatizando que o ato trouxe não apenas conforto em meio ao luto, mas também a certeza de que fizeram a escolha certa.
Repercussão e impacto local
A história de Laís e a decisão de seus pais rapidamente ganharam a atenção não só da comunidade local, mas também das autoridades. A criação da lei de incentivo à doação de órgãos é um reflexo da mobilização em torno do tema, destacando a necessidade de conscientização e diálogo sobre a importância de tal prática. Durante a cerimônia de instituição da lei, realizada no Salão Azul do Paço Municipal de Araçatuba, diversas autoridades e profissionais da saúde estavam presentes, reforçando o compromisso com a causa.
Um dia de reflexão e homenagem
A nova legislação estabelece o dia 27 de setembro como um marco anual de conscientização sobre a doação de órgãos no município. A data, que coincide com o aniversário de Laís, agora serve como um momento para reflexão e diálogo sobre o tema. Aline destaca que este dia será sempre significativo para sua família, que vê na homenagem uma forma de perpetuar a memória e o legado de sua filha.
Durante a cerimônia, uma dinâmica simbólica foi realizada: os participantes penduraram palavras escritas em folhas artificiais na ‘Árvore da Vida’, simbolizando as vidas que podem ser salvas através da doação de órgãos. Este gesto reforça a ideia de continuidade e a importância de deixar um legado positivo.
O caminho para a conscientização
A história de Laís Machado Celoni não é apenas um relato de generosidade, mas também um chamado à ação. A lei inspirada em sua memória visa promover o diálogo sobre a doação de órgãos, um tema ainda cercado por tabus, mas de fundamental importância social. Aline acredita que a disseminação de informações pode ajudar a reduzir o preconceito e a desinformação, incentivando mais famílias a considerarem a doação como uma opção.
O exemplo da família Celoni demonstra como um ato de amor pode ter repercussões significativas, inspirando mudanças e salvando vidas. Continue acompanhando o RP News para mais histórias que fazem a diferença, com um compromisso inabalável com a informação de qualidade e a diversidade de temas.
Fonte: https://g1.globo.com