O mercado financeiro brasileiro enfrentou um dia de instabilidade, impulsionado por incertezas em relação às taxas de juros nos Estados Unidos. O dólar registrou a maior cotação em quase duas semanas, enquanto a bolsa de valores atingiu o menor patamar em nove dias.
O dólar comercial encerrou o dia negociado a R$ 5,338, com um aumento de R$ 0,02, equivalente a 0,38%. A moeda americana manteve uma trajetória de alta ao longo da sessão, ultrapassando a marca de R$ 5,34 em diversos momentos, antes de apresentar uma leve desaceleração no final do dia. Esse valor representa o pico do dólar desde o dia 6 de novembro. Apesar do aumento, a moeda acumula queda de 0,78% no mês de novembro e de 13,62% no ano de 2025.
O mercado de ações também apresentou volatilidade. O Ibovespa, principal índice da B3, fechou o dia com 155.381 pontos, representando uma queda de 0,73%. As ações de empresas ligadas a commodities foram particularmente afetadas, assim como as ações de bancos, impactadas pela liquidação extrajudicial de uma instituição financeira.
Além da cautela típica em vésperas de feriados, o mercado financeiro foi pressionado por fatores externos. A divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos Estados Unidos, expôs divergências internas sobre a possibilidade de um novo corte de juros em dezembro. Essa sinalização fortaleceu o dólar globalmente.
A manutenção de juros elevados em economias desenvolvidas tende a atrair capitais de países emergentes, como o Brasil, exercendo pressão sobre o mercado financeiro local.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br