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Economistas Debatem Avanços e Desafios da Economia Brasileira em Evento no Rio

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© Fernando Frazão/Agência Brasil

Acadêmicos e economistas se reúnem no Rio de Janeiro para a 1ª Semana da Economia Brasileira, um evento dedicado a debater os principais avanços que marcaram a economia do país nos últimos 40 anos, desde a redemocratização. O evento, que se estende até o dia 5, conta com especialistas para discutir temas como a crise da dívida externa, a alta da inflação, a estabilização com crise cambial, o crescimento com distribuição de renda e a crise interna com estagnação.

Nelson Barbosa, diretor de Planejamento e Relações Institucionais do BNDES, abriu o evento, destacando a importância de olhar para o longo prazo e os avanços conquistados nas últimas quatro décadas. A iniciativa de realizar a Semana da Economia Brasileira surgiu de um trabalho que o BNDES já vinha desenvolvendo, com o objetivo de “recuperar o papel do BNDES na promoção do debate sobre política econômica brasileira”, segundo Barbosa.

Durante a abertura, foram relembradas as crises e a recuperação do país, bem como o foco no crescimento, na redução da pobreza, na integração ao mercado de trabalho e na geração de emprego. Barbosa ressaltou que o Brasil conseguiu estabilizar e evoluir, criando um sistema de saúde pública universal e uma rede de transferência de renda que auxilia no combate à pobreza.

O diretor do BNDES também comentou sobre os desafios atuais, como a necessidade de construir consenso institucional para suportar choques e a importância de uma política tributária progressista para reequilibrar o orçamento, em um país com altos níveis de desigualdade. Aloizio Mercadante defende que o desenvolvimento do Brasil deve ser inclusivo, buscando superar o desafio de crescimento com inclusão.

Barbosa mencionou os novos desafios do século 21, como a mudança climática e a necessidade de transição energética e preservação das florestas, que exigem ação governamental devido aos altos riscos e investimentos envolvidos. Outro desafio é o demográfico, com o envelhecimento da população e a necessidade de repensar os sistemas de previdência, educação e saúde.

Por fim, Barbosa destacou a crescente transformação tecnológica no Brasil e a importância de gerar empregos de qualidade diante das novas tecnologias de inteligência artificial. Ele defendeu um debate aberto e transparente sobre a economia, com os custos e benefícios de cada alternativa, para auxiliar na tomada de decisões.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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