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Filho diz à polícia que atacou mãe com facão e a abandonou na piscina após ela retirar roupas dele do varal; mulher teve braço amputado

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O homem de 26 anos suspeito de atacar a mãe com um facão disse à polícia que a briga foi motivada após a vítima retirar as roupas dele do varal e por supostamente mentir sobre o custo de um procedimento estético.

A mulher teve o braço esquerdo amputado na altura do cotovelo e está hospitalizada em estado grave (leia abaixo). O crime ocorreu no dia 26 de fevereiro em São José do Rio Preto (SP).

g1 teve acesso exclusivo ao relatório do inquérito policial, concluído pelo delegado Tiago Mota Tavares da Silva, no dia 7 de março.

O resultado da investigação foi remetido para o Ministério Público, que agora decide se denuncia o homem à Justiça. Para preservar a identidade da vítima, o g1 optou por não divulgar o nome do suspeito do crime.

A mulher, de 51 anos, foi atingida nos braços, no pescoço e abandonada ferida na piscina da casa da família. Ela está internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Base (HB) até a última atualização desta reportagem. Na madrugada desta sexta-feira (13), precisou passar por transfusão sanguínea.

Roupas do varal

À polícia, o suspeito disse que se irritou após a mãe retirar as roupas dele do varal, sendo que “não tinha pedido ninguém para tirar”. Ele alegou ainda que a mãe mentiu ao ser questionada sobre o custo de um procedimento estético.

No depoimento, o filho da vítima afirmou que descobriu que o procedimento seria mais caro do que o valor de R$ 1,4 mil, informado inicialmente. Ele ainda mencionou um histórico de dependência financeira e de conflitos com a mãe.

Ainda conforme o depoimento, o suspeito disse que guardava o facão no quarto e que, durante a discussão, agrediu a mãe. Quando questionado pela polícia se pretendia matar a mãe, respondeu: “Na hora da adrenalina não se pensa”.

g1 apurou que o advogado do suspeito pediu um atestado de “incidente de sanidade mental”, um procedimento judicial que determina, por meio de perícia médica, se o acusado possui transtornos mentais que o tornam inimputável ou semi-imputável (incapaz de entender o caráter criminoso do fato).

Conclusão do delegado

A investigação apontou que a agressão física ocorreu entre a sala e a cozinha, onde a mulher foi encontrada pelo ex-marido. Para o delegado, a brutalidade das agressões é compatível com a intenção de matar, caracterizando o meio cruel.

A polícia aponta que o suspeito nutria sentimentos de abandono e frustração, que, segundo depoimentos, dependia financeiramente da mãe e não trabalhava.

Para o delegado, os elementos reunidos indicam tentativa de homicídio qualificado por feminicídio, já que o ataque ocorreu dentro do ambiente doméstico e familiar, agravado pela extrema violência e por meio cruel.

Fonte: G1

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