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Handebol ao Atletismo: Doença não Impediu Atleta de Conquistar Recorde nas Américas

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Agência SP

A trajetória de Eduardo Pereira é uma prova de superação. Ex-jogador de handebol, com títulos paulistas, brasileiros e passagem pela seleção brasileira de handebol de praia, viu sua carreira mudar drasticamente após ser diagnosticado com ataxia cerebelar de início tardio, uma doença que afeta as funções motoras.

Os primeiros sinais surgiram em 2016, com desequilíbrios e espasmos, forçando-o a abandonar as quadras aos 37 anos. A decisão de deixar o esporte que amava e que lhe abriu portas foi difícil, mas Eduardo não se abateu. Determinado a continuar competindo em alto nível, encontrou no atletismo uma nova paixão.

“Eu sou um cara grande, forte, então tinha que usar isso a meu favor”, declara Eduardo. Em 2017, fez a classificação funcional para arremesso de peso e lançamento de disco, tornando-se elegível para competir. Sua estreia oficial, no Meeting Paralímpico, foi marcante: com um arremesso de 13.78 metros, quebrou o recorde brasileiro da modalidade.

A adaptação do handebol para o atletismo não foi imediata, mas o talento de Eduardo logo se manifestou. “Desde a minha primeira competição percebi que tinha talento para o atletismo, que podia brilhar”, afirma. E brilhou, conquistando títulos e respeito no cenário nacional e internacional.

2024 marcou um novo capítulo na carreira de Eduardo, com a conquista do recorde das Américas (11.83 metros), a liderança no ranking mundial e a participação inédita nos Jogos Paralímpicos de Paris, onde alcançou a sexta melhor marca na final. Para se dedicar integralmente ao atletismo, abdicou do cargo de técnico de handebol, vislumbrando a realização do sonho de disputar uma Paralimpíada.

Na coleção de medalhas e troféus, os prêmios dos Jogos Paralímpicos do Estado de São Paulo (Paresp) ocupam um lugar especial. São quatro ouros no arremesso de peso e no lançamento de dardo, conquistados nas edições de 2023 e 2024. Neste ano, a competição teve um significado ainda maior, pois Eduardo esteve muito perto de integrar a equipe brasileira no Mundial de Atletismo Paralímpico.

“Encarei o Paresp como um Mundial. Disputei com a mesma vontade de ganhar como se estivesse na Índia, competindo contra os melhores do mundo”, ressalta. Em novembro, Eduardo buscará manter sua hegemonia na classe F34 do Paresp, competindo nas finais estaduais de arremesso de peso e lançamento de dardo.

Fonte: www.agenciasp.sp.gov.br

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