O homem que matou a companheira Everly Rodrigues da Silva a facadas no domingo (9) em Neves Paulista (SP) já havia sido condenado pelo assassinato de sua primeira esposa na década de 1990.
Em entrevista ao g1, a filha do casal revelou que Luiz Carlos Prado, de 62 anos, matou a tiros a primeira mulher, Marisa Maria Prado, quando ela tinha apenas cinco meses de vida.
Camila Prado, hoje com 36 anos, conta que a verdade sobre o feminicídio só veio à tona quando ela completou 11 anos e o pai foi finalmente julgado e condenado a cumprir pena em regime semiaberto.

A filha também contou que, com o passar do tempo, a avó paterna revelou alguns detalhes a respeito do feminicídio. “Quando ele fez, ele voltou para casa com ela [Marisa] ainda viva, e ele perguntou para o advogado o que fazer, daí ele [advogado] falou: ‘deixa ela em qualquer lugar e escapa’. Então, como era réu primário, ele não foi preso imediatamente.
Marisa tinha apenas 20 anos e deixou duas filhas pequenas ao ser morta a tiros em São Paulo (SP). Na certidão de óbito obtida pela reportagem, a causa da morte consta como hemorragia interna traumática. Veja a imagem abaixo:
Aproximadamente dois anos após matar a primeira esposa, Luiz casou-se com Everly Rodrigues da Silva, a segunda vítima de feminicídio. As filhas do primeiro casamento chegaram a morar com a madrasta na infância até Luiz ser preso.
Desde 2019, Camila e a irmã cortaram totalmente o contato com o pai e mudaram-se para a Itália. As tentativas de obter o processo arquivado da morte da mãe não tiveram sucesso, mas o novo crime em Neves Paulistaconfirmou o histórico reincidente de violência fatal contra mulheres.

Na noite de domingo (9), 36 anos após ter tirado a vida da primeira mulher, Luiz Carlos esfaqueou e matou a atual esposa, Everly Rodrigues da Silva, de 55 anos. O crime ocorreu em Neves Paulista (SP) e o agressor foi encontrado morto logo após o ataque. Os corpos foram localizados pelo filho do casal, de 22 anos, ao retornar da igreja.
Em depoimento à Polícia Civil, o jovem contou que ouviu o pai e a mãe discutindo horas antes de sair de casa. Ele revelou que o casamento de quase três décadas era frequentemente marcado por violência física, ofensas verbais e humilhações no ambiente doméstico.
Everly foi encontrada morta na cozinha da casa com perfurações provocadas por golpe de faca. A Polícia Científica recolheu uma carta de despedida deixada pelo agressor sobre o corpo da vítima. No texto, ele pedia desculpas por desentendimentos antigos e alegava insatisfação com a vida conjugal.
O corpo de Luiz foi localizado no corredor da área externa do imóvel.

A perícia compareceu no local e os corpos foram levados ao Instituto Médico Legal (IML) para exame necroscópico. O caso foi registrado como feminicídio e suicídio, e é investigado pela Polícia Civil.
Fonte: G1 Rio Preto