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Inquérito que indicia segurança por homicídio doloso de empresário em bar também aponta agressão de familiares da vítima à mãe do suspeito

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O inquérito policial que indiciou o segurança Keven Ígor Silveira Novaes, de 25 anos, por homicídio doloso do empresário Geovani Svolkin da Silva, de 30, durante uma briga em um bar de São José do Rio Preto (SP), também aponta agressão de familiares da vítima à mãe do suspeito.

Keven foi indiciado por homicídio doloso (ou seja, com intenção de matar) qualificado por recurso que dificultou a defesa da vítima e motivo fútil, e está preso desde o dia 4 de novembro. A esposa, a cunhada e o irmão de Geovani também foram indiciados por lesão corporal contra a mãe de Keven, que foi agredida durante a discussão. Eles responderam à investigação em liberdade.

As informações foram apuradas pela produtora de reportagem da TV TEM Janaína de Paula após a conclusão do inquérito. Keven teve a prisão preventiva decretada pela Justiça e está preso no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Rio Preto.

Keven foi preso após ser localizado pela Polícia Militar escondido entre o forro e o telhado na casa do pai dele em Planalto, a cerca de 60 quilômetros de Rio Preto. Ele era considerado foragido desde o crime, que ocorreu no dia 26 de outubro quando atirou e matou Giovani.

No dia seguinte à prisão, Keven falou pela primeira vez com a imprensa e disse que agiu para defender os pais. “Sou inocente. Foi legítima defesa, estavam espancando meus pais. Eu não tive nenhuma intenção de chegar aonde chegou”, disse Keven.

TV TEM questionou os advogados de defesa de Keven, Renato Marão e Carlos Nimer, sobre o indiciamento, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

De acordo com o delegado Marcelo Ferrari, responsável pela investigação, o resultado do laudo pericial das imagens da briga, registradas no dia do crime, ainda não foi emitido.

O laudo complementar no corpo de Geovani, pedido pelo Ministério Público, reconheceu que ele recebeu um dos tiros pelas costas. Com a conclusão do inquérito policial, cabe ao MP decidir se envia ou não a denúncia contra o homem à Justiça.

Porte de arma

O pai de Keven também foi indiciado por porte ilegal de arma de fogo, uma vez que a arma usada no assassinato, uma pistola “ponto 40”, pertence a ele, que é Caçador, Atirador e Colecionador (CAC). Ele não foi preso.

Conforme apurado pela produção da TV TEM, não há registro de autorização da Polícia Federal para que Keven tenha posse ou porte da arma “ponto 40”, considerada de uso restrito.

Motivação do crime

Imagens gravadas por clientes do estabelecimento mostram a confusão na área externa do bar. Outra câmera de segurança mostra o exato momento em que Keven atira contra Geovani, que sai caminhando na rua, ferido. Em seguida, ele cai desacordado. Assista no topo da reportagem.

O corpo de Geovani foi enterrado em 27 de outubro, em Potirendaba (SP). Conforme apurado pela reportagem, a briga teria começado por ciúme, após o irmão de Geovani se incomodar com o suspeito, que supostamente estava interessado em uma amiga dele.

A reportagem apurou que, para defender o irmão, Geovani se envolveu na discussão e acabou baleado pelo criminoso.

Fonte: G1

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