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INSS suspende novos empréstimos consignados do C6 Consig para aposentados e pensionistas

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© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) determinou a suspensão imediata da oferta de novos empréstimos consignados pelo banco C6 Consig, afetando diretamente aposentados e pensionistas do Regime Geral da Previdência Social. A medida, publicada por meio de um despacho no Diário Oficial da União, visa coibir práticas consideradas irregulares na cobrança de taxas e serviços, que estariam reduzindo o valor líquido efetivamente recebido pelos beneficiários. Esta ação reforça o papel fiscalizador do INSS na proteção da renda de um dos públicos mais vulneráveis do país.

A gravidade das irregularidades e o alerta do INSS

A decisão do INSS, conforme assinado pelo presidente do instituto, Gilberto Waller Júnior, detalha que o C6 Consig descumpriu **cláusulas do Acordo de Cooperação Técnica** ao inserir nas parcelas dos empréstimos consignados taxas indevidas de serviços. A Controladoria-Geral da União (CGU) foi crucial na identificação dessas irregularidades, apontando ao menos **320 mil contratos** com indícios de cobrança de custos adicionais, como pacotes de serviços e seguros. Essas práticas resultaram na redução do valor líquido liberado, uma **conduta considerada de elevada gravidade** pelo instituto.

O empréstimo consignado é uma modalidade de crédito muito procurada por aposentados e pensionistas devido às taxas de juros mais baixas, já que o pagamento é descontado diretamente do benefício. No entanto, essa facilidade também abre margem para abusos, tornando a **proteção da margem consignável** e da renda alimentar dos beneficiários uma prioridade para o INSS. O instituto é enfático ao reforçar que é “proibida a inclusão de custos extras, como taxas administrativas, prêmios de seguros ou quaisquer encargos estranhos à operação de crédito consignado”.

Tentativas de acordo e a defesa do C6 Consig

Antes da suspensão, o INSS buscou uma solução amigável para as divergências. Técnicos do instituto se reuniram por **oito vezes** com representantes do C6 Consig, entre novembro de 2023 e janeiro deste ano. Contudo, as tentativas de celebração de um Termo de Compromisso para saneamento das irregularidades não obtiveram sucesso, levando à medida drástica agora imposta. A proibição será mantida até que todos os valores cobrados indevidamente sejam restituídos aos prejudicados, devidamente corrigidos.

Em nota, o C6 Consig, que é administrado pela holding N7 (controladora do C6 Bank), manifestou seu **integral desacordo** com a interpretação do INSS. O banco afirmou não ter praticado irregularidades e ter seguido rigorosamente todas as normas vigentes. Adiantou, inclusive, que irá recorrer da decisão na **esfera judicial**, assegurando que a contratação do consignado nunca esteve condicionada à compra de nenhum outro produto e que não desconta parcelas mensais referentes à contratação de pacotes de benefícios. Essa postura indica que o caso ainda terá desdobramentos significativos nos tribunais.

Um cenário de vigilância no mercado consignado

A suspensão das operações do C6 Consig não é um caso isolado e se insere em um contexto mais amplo de vigilância e regulação do mercado de crédito consignado no Brasil. Nos últimos anos, o INSS e outros órgãos têm intensificado a fiscalização diante de um crescente número de denúncias e irregularidades. Casos recentes incluem o bloqueio de repasses à financeira Master por problemas semelhantes em consignados e a suspensão da venda de seguro ligado ao crédito consignado por INSS e Caixa, evidenciando uma preocupação sistêmica com a **integridade financeira** dos beneficiários.

Além disso, o debate sobre a proteção dos consumidores no crédito consignado tem ganhado espaço no Congresso Nacional. O Senado, por exemplo, aprovou um projeto que visa proibir o **empréstimo consignado não autorizado**, buscando coibir fraudes e garantir que as operações de crédito sejam realizadas com total consentimento e clareza para o aposentado. Essa movimentação legislativa e as ações fiscalizatórias do INSS demonstram um esforço contínuo para blindar os beneficiários de práticas abusivas, que comprometem sua já limitada renda e margem para despesas essenciais.

Por que esta notícia importa para o leitor?

Para o aposentado ou pensionista, esta notícia é um alerta crucial sobre a necessidade de **vigilância constante** ao contratar qualquer tipo de empréstimo. É fundamental ler atentamente todos os termos do contrato, questionar a inclusão de quaisquer taxas adicionais e nunca ceder a pressões para adquirir produtos ou serviços não desejados como condição para obter o crédito. A **transparência nas operações financeiras** é um direito do consumidor, e a ação do INSS serve como um lembrete de que há órgãos fiscalizadores atuando na defesa desses direitos.

A suspensão da oferta de novos créditos pelo C6 Consig sublinha a importância de um mercado de crédito justo e transparente, especialmente para aqueles que dependem dos seus benefícios previdenciários para subsistência. A medida, embora impacte a capacidade de operação de uma instituição financeira, prioriza a **proteção dos mais vulneráveis**, garantindo que a margem consignável seja utilizada estritamente para o propósito do empréstimo, sem diluição por cobranças indevidas.

O RP News continuará acompanhando os desdobramentos deste caso, incluindo o recurso judicial do C6 Consig e as ações do INSS para garantir a restituição dos valores aos prejudicados. Mantenha-se informado sobre este e outros temas que impactam diretamente o seu dia a dia, acompanhando a cobertura completa e contextualizada que oferecemos. Nossa equipe está comprometida em trazer a informação relevante e apurada para que você esteja sempre à frente.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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