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IPCA Encerra 2025 Abaixo da Meta Governamental, Impulsionado por Transportes e Alimentação

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© Marcello Casal JrAgência Brasil

A inflação oficial do Brasil, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), registrou um aumento de <b>0,33%</b> em dezembro, marcando uma aceleração de 0,15 ponto percentual (p.p.) em relação ao mês anterior. Com este resultado, o índice acumulou uma alta de <b>4,26%</b> ao longo de 2025, encerrando o ano dentro da meta estabelecida pelo governo, que previa um teto de 4,5% para o período. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), fornecendo um panorama detalhado da economia e do poder de compra das famílias brasileiras.

Desempenho Anual e Mensal da Inflação Oficial

O fechamento do ano com um IPCA acumulado de <b>4,26%</b> é um marco significativo, demonstrando que a política econômica conseguiu conter a escalada de preços dentro das projeções estabelecidas. Esta cifra representa um alívio para o consumidor e um indicativo de maior estabilidade econômica. A variação mensal de dezembro, em <b>0,33%</b>, contrasta com o 0,18% de novembro, sinalizando uma retomada nos preços em algumas categorias após períodos de moderação ou queda.

Análise Setorial: Os Grupos que Mais Contribuíram para a Variação em Dezembro

A análise detalhada do IPCA de dezembro revela tendências distintas entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados. Com a notável exceção do grupo Habitação, que experimentou uma queda, todos os demais setores contribuíram para a elevação geral do índice, com destaque para a forte influência dos Transportes e a recuperação de outros segmentos.

Transportes: Principal Catalisador da Inflação Mensal

O grupo de <b>Transportes</b> foi o de maior impacto no IPCA de dezembro, com uma variação de <b>0,74%</b> e uma contribuição de 0,15 p.p. para o índice geral. Essa alta foi impulsionada significativamente por serviços como transporte por aplicativo, que disparou <b>13,79%</b>, e pelas passagens aéreas, que registraram um aumento de <b>12,61%</b>, sendo este último o subitem com maior impacto individual no mês (0,08 p.p.). Além disso, os combustíveis reverteram a queda de novembro, subindo <b>0,45%</b>, com variações no etanol (2,83%), gás veicular (0,22%) e gasolina (0,18%), enquanto o óleo diesel teve um ligeiro recuo de -0,27%.

Habitação: O Único Grupo em Deflação

Em contraste, o grupo <b>Habitação</b> foi o único a apresentar deflação em dezembro, com uma queda de <b>-0,33%</b>. Essa inversão de tendência, vindo de uma alta de 0,52% em novembro, foi predominantemente influenciada pela redução de <b>2,41%</b> na energia elétrica residencial, o que gerou o maior impacto negativo isolado no índice (-0,10 p.p.). A mudança de bandeira tarifária, de vermelha patamar 1 em novembro (R$ 4,46 a cada 100 kWh) para amarela em dezembro (R$ 1,885 a cada 100 kWh), foi a principal razão para essa diminuição. Reajustes pontuais em concessionárias de Porto Alegre e Rio Branco também foram observados, mas o efeito geral foi de alívio nos custos residenciais.

Alimentação e Bebidas: Fim de uma Sequência de Quedas

O grupo <b>Alimentação e Bebidas</b> registrou uma alta de <b>0,27%</b> em dezembro. A <b>alimentação no domicílio</b> interrompeu uma sequência de seis meses de quedas, subindo <b>0,14%</b>, sob a influência de produtos como cebola (12,01%), batata-inglesa (7,65%), carnes (1,48%, com destaque para contrafilé, alcatra e costela) e frutas (1,26%, com mamão e banana-prata em alta). No sentido inverso, leite longa vida (-6,42%), tomate (-3,95%) e arroz (-2,04%) apresentaram quedas. Já a <b>alimentação fora do domicílio</b> acelerou para <b>0,60%</b>, impulsionada por lanches (1,50%) e refeições (0,23%).

Saúde e Cuidados Pessoais e Artigos de Residência

O grupo <b>Saúde e cuidados pessoais</b> avançou <b>0,52%</b>, com impacto de 0,07 p.p., tendo como destaques o reajuste em planos de saúde (0,49%) e o aumento nos artigos de higiene pessoal (0,52%). Por sua vez, <b>Artigos de residência</b> registrou a segunda maior variação em dezembro, com alta de <b>0,64%</b>, refletindo a recuperação de itens como TV, som e informática (1,97%) e aparelhos eletroeletrônicos (0,81%), que haviam apresentado recuos no mês anterior.

INPC: Inflação para Famílias de Baixa Renda Também se Modera

Paralelamente ao IPCA, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias com rendimento entre um e cinco salários mínimos, também mostrou uma tendência de moderação. A alta acumulada do INPC em 2025 foi de <b>3,90%</b>, uma redução expressiva de 0,87 p.p. em comparação aos 4,77% registrados em 2024. Dentro desse índice, os produtos alimentícios registraram alta de <b>2,63%</b> no ano, bem abaixo dos 7,60% de 2024, enquanto os não alimentícios variaram <b>4,32%</b>, ligeiramente acima dos 3,88% do ano anterior. O INPC é um indicador crucial para a correção de salários e benefícios, refletindo o custo de vida para uma parcela significativa da população.

Metodologia dos Índices de Preços: Abrangência e Coleta

Tanto o IPCA quanto o INPC são calculados pelo IBGE e se baseiam na coleta de preços de uma vasta gama de produtos e serviços. O <b>IPCA</b> abrange famílias com rendimentos de um a 40 salários mínimos, coletando preços de 377 subitens. Já o <b>INPC</b> foca em famílias com rendimento de um a cinco salários mínimos, cujo chefe é assalariado. A coleta é realizada em dez regiões metropolitanas (Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre), além de Brasília e das capitais Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju, garantindo uma ampla representatividade geográfica.

O fechamento do ano com a inflação oficial em <b>4,26%</b> é um indicativo de estabilidade e do sucesso na gestão da política monetária para o período. A desaceleração anual do INPC também aponta para um cenário mais favorável para as famílias de menor renda. Embora o mercado financeiro projete uma inflação ainda menor para 2026, de 4,06%, o desempenho de 2025 estabelece uma base sólida para a continuidade do controle inflacionário e para a recuperação econômica do país.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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