Uma disputa familiar que envolve o espólio do empresário Samuel Klein, fundador de uma grande rede varejista, teve um novo capítulo nesta semana. A juíza Érika Ricci, da 1ª Vara Cível de São Caetano do Sul, indeferiu um pedido apresentado por Saul Klein, um dos herdeiros, que solicitava a intimação de seu irmão, Michael Klein, para apresentar documentos bancários e societários referentes a bens e empresas pertencentes ao pai, localizados fora do país.
A decisão da magistrada foi baseada no entendimento de que o pedido configuraria uma “pescaria de provas”, termo jurídico utilizado para descrever situações em que se busca obter informações sem um propósito claro e definido, com o objetivo de encontrar eventuais irregularidades de forma aleatória.
Saul Klein buscava ter acesso a informações financeiras e societárias detalhadas, alegando a necessidade de esclarecer a real dimensão do patrimônio deixado por Samuel Klein, bem como verificar a legalidade das operações realizadas com esses bens e empresas no exterior. No entanto, a juíza considerou que a solicitação carecia de fundamentação específica e representava uma tentativa de obter informações genéricas, sem apontar indícios concretos de irregularidades ou ilegalidades.
A disputa familiar em torno da herança de Samuel Klein se arrasta há anos e envolve diversas questões, como a avaliação dos bens deixados, a partilha entre os herdeiros e o controle das empresas do grupo. A decisão da juíza Érika Ricci representa um revés para Saul Klein nesse processo e reforça a necessidade de que as partes apresentem provas consistentes e bem fundamentadas para embasar suas alegações. A resolução do caso ainda depende de outras decisões judiciais e de possíveis acordos entre os herdeiros.
Fonte: www1.folha.uol.com.br