A mulher que foi morta e esquartejada em São José do Rio Preto (SP) tinha três filhos, enfrentava a dependência química há quase uma década e era vista pela família como uma pessoa boa e comunicativa. O suspeito do crime é o açougueiro Marciel Dias dos Santos, de 29 anos, que foi preso temporariamente.
Amanda da Silva estava desaparecida desde 19 de julho e estava em situação de rua. Segundo relato da família, o boletim de ocorrência não foi registrado de imediato porque sumiços temporários eram frequentes devido ao uso de entorpecentes, vício iniciado há dez anos, após a morte de sua mãe de criação.
Apesar da luta contra o vício e das passagens por clínicas de reabilitação, Amanda mantinha uma relação próxima com a prima Karem Silva, com quem se mudou para Rio Preto há sete anos.
“Ela falava que a Bíblia era a espada e a defesa dela. Por onde passava, ela andava louvando”, relembra a prima.
O laudo necroscópico apontou cerca de 20 perfurações no peito da vítima, além do desmembramento:
O imóvel de dois cômodos onde o crime ocorreu não possui rede de água ou esgoto. No local, foram apreendidos preservativos, um estrado de cama quebrado e uma faca partida ao meio.
A perícia técnica colheu provas fundamentais para desmentir a versão do suspeito;
Exames identificaram vestígios de sangue de Amanda no colchão, em um chinelo e na mochila do investigado;
Familiares e amigos ressaltam que Amanda não tinha inimizades e era muito querida na comunidade.

A identificação oficial só foi possível após a localização dos antebraços e das mãos da vítima em um piscinão do Parque Estoril, no dia 5 de agosto.
Devido ao avançado estado de decomposição, o Instituto de Criminalística de Rio Preto utilizou técnicas de reconstrução facial 3D a partir do crânio
Quem é o suspeito do crime
Marciel Dias dos Santos é natural de Santa Rita de Cássia (BA), pai de duas filhas e trabalhava há dois meses como assador de carnes em uma rotisseria da cidade.

Ele possui antecedente criminal por agredir e morder a ex-esposa por não aceitar que ela trabalhasse.
Em depoimento à polícia, Marciel afirmou ter conhecido Amanda em uma praça no dia 21 de julho e levado a mulher para sua casa. Ele alegou que houve uma briga na qual ela teria batido a cabeça e morrido, versão contestada pelas 20 facadas apontadas pelo laudo.
O suspeito também confessou ter esquartejado o corpo e feito várias viagens para jogar partes da vítima em lixeiras de uma marmitaria e em um bueiro da região.
Fonte: G1 Rio Preto