PUBLICIDADE

Mãe de desaparecido em Ilhabela mantém esperança e preocupa-se com epilepsia do filho

Teste Compartilhamento
G1

A angústia toma conta de Maria de Fátima Pereira Bernadino, mãe de Dheorge Pereira Bernardino, de 28 anos, desaparecido há seis dias no mar de Ilhabela, no litoral norte de São Paulo. Desde o último domingo (24), após um passeio de moto aquática, a família mantém a esperança, mas a preocupação com a saúde do jovem, que possui epilepsia e necessita de medicação contínua, cresce a cada dia. As buscas pelos bombeiros, estendidas para além do protocolo inicial, seguem em busca de um desfecho para o mistério que mobiliza a atenção de toda a região.

O Mistério no Mar de Ilhabela e a Esperança de um Resgate

Dheorge e uma amiga, Bruna, partiram para um passeio de moto aquática em Ilhabela, um dos cartões-postais do litoral paulista. O que deveria ser um momento de lazer transformou-se em pesadelo. A boa notícia veio na terça-feira (26), quando Bruna foi encontrada viva e resgatada por pescadores, após passar cerca de 42 horas à deriva em alto-mar. Sua sobrevivência, considerada um milagre por muitos, reacendeu a chama da esperança para a família de Dheorge, ao mesmo tempo em que intensificou o mistério sobre o paradeiro do jovem. A embarcação utilizada pela dupla foi localizada à deriva no mesmo dia, sem sinais de Dheorge.

Em entrevista, Maria de Fátima expressou a dor e a fé que a movem. “Toda comunidade está muito chocada com esse caso, apreensiva, querendo que encontre. Todo mundo acredita que ele está vivo, perdido em algum lugar. A nossa fé é essa, nossa esperança é essa, que ele esteja perdido em algum lugar”, disse ela, com a voz embargada pela emoção. Seu apelo se estende a Bruna e aos amigos que estavam com Dheorge, pedindo que compartilhem qualquer detalhe, por menor que seja, com as autoridades. “Eu peço muito, encarecidamente, que Deus toque no coração da Bruna, dos amigos dele que estavam com ele, que dê qualquer informação. As informações que temos são muito rasas, mesmo”, desabafou, salientando a urgência por dados concretos.

A Luta Contra o Tempo: Epilepsia Agrava a Angústia Familiar

A preocupação de Maria de Fátima é amplificada por um fator crítico: Dheorge convive com epilepsia e depende de medicação contínua para controlar a condição. “Ele faz acompanhamento com o neurologista por conta da epilepsia e toma remédios diariamente. É outro agravante, que fico pensando. Ele está desde domingo sem tomar os remédios”, relatou a mãe, evidenciando o perigo. A interrupção abrupta da medicação pode desencadear crises severas, comprometendo não apenas a segurança física, mas a própria capacidade de Dheorge de buscar ajuda ou de se proteger. Uma crise convulsiva na água seria fatal, e mesmo em terra firme, a falta de assistência imediata é um risco iminente, especialmente em um ambiente desconhecido e sem amparo. A incerteza sobre sua condição médica adiciona uma camada profunda de apreensão à esperança de reencontrá-lo.

Busca Incansável e o Apoio à Distância

Os bombeiros do Litoral Norte de São Paulo, com o apoio da Marinha do Brasil e equipes civis, têm realizado uma operação de busca exaustiva. Apesar de o protocolo prever o encerramento das atividades após seis dias em certos casos, a corporação informou que as buscas por Dheorge seguem sem previsão de término, um alívio para a família que se agarra a cada hora de trabalho das equipes. Entretanto, a distância geográfica impõe mais um desafio. A família de Dheorge reside em Alcântara, no Ceará, e não possui condições financeiras para se deslocar até Ilhabela e acompanhar os trabalhos de perto. Essa realidade, infelizmente comum em casos de grandes distâncias e recursos limitados, adiciona uma dimensão de desamparo à dor da espera.

Maria de Fátima recorda-se do filho como um jovem exemplar. “Um filho muito bom, preocupado com a gente, com a família. Se qualquer pessoa perguntar aqui em Alcântara, todo mundo vai ser que era bom, humilde, não tinha confusão com ninguém”, descreveu, pintando um retrato de um rapaz querido por todos. O último contato entre mãe e filho foi no sábado (23), véspera do desaparecimento. Dheorge, que vive em São José do Rio Preto há uma década e havia visitado a cidade natal para o Dia das Mães, informou à mãe sobre a viagem: “mãe, eu vou hoje em um passeio com meus amigos e vamos ficar uns cinco dias”. A intenção era retornar no domingo e organizar as coisas para o trabalho na segunda-feira.

A Força da Comunidade e a Resiliência Diante do Desconhecido

Casos de desaparecimento no mar frequentemente mobilizam não apenas as forças de segurança, mas toda a comunidade e a mídia, gerando uma onda de solidariedade e compartilhamento de informações, especialmente com o advento das redes sociais. A história de Dheorge, somada à experiência de Bruna, ressalta tanto os perigos inerentes às atividades náuticas em ambientes desafiadores quanto a tenacidade da esperança humana. A busca por um parente que se perdeu em um vasto oceano é uma das provas mais duras que uma família pode enfrentar, e o clamor por dados mais detalhados é um lembrete da importância da clareza e da cooperação em momentos de crise.

A cada dia que passa, a família de Dheorge Bernardino se agarra à fé, enquanto as equipes de resgate continuam a vasculhar o litoral norte. O RP News segue acompanhando de perto os desdobramentos deste caso tocante, trazendo as informações mais recentes e o contexto necessário para nossos leitores. Para ficar por dentro de todas as atualizações sobre este e outros temas relevantes que impactam a sociedade, continue conectado conosco. Nosso compromisso é com a informação de qualidade, aprofundada e contextualizada, abordando a diversidade de notícias que fazem a diferença em sua vida.

Fonte: https://g1.globo.com

Leia mais

PUBLICIDADE