A história de Aline Celoni, mãe da pequena Laís, que morreu aos 3 anos em Araçatuba (SP) e teve seus órgãos doados, comoveu não apenas a cidade, mas também todo o país. Em um encontro emocionante realizado em maio deste ano, em São Paulo, Aline teve a oportunidade de ouvir novamente as batidas do coração de sua filha, agora no peito de Vitória Helena Bernardo da Silva, também de 3 anos. Utilizando um estetoscópio, o momento comovente foi registrado em vídeo, e seu impacto transcendeu as fronteiras pessoais para se tornar um símbolo de amor e esperança.
Um gesto que inspirou uma cidade
O gesto altruísta de Aline e seu marido, João Paulo de Oliveira Celoni, em autorizar a doação dos órgãos da filha, mesmo em meio à dor da perda, gerou repercussões significativas em Araçatuba. A atitude não só salvou a vida de Vitória, que nasceu com uma cardiopatia congênita, como também inspirou a criação de uma legislação local que incentiva os moradores a expressarem em vida o desejo de serem doadores de órgãos e tecidos. A lei foi sancionada em uma cerimônia no Salão Azul do Paço Municipal, em 24 de setembro.
A trajetória de Vitória: um milagre de vida
Vitória Helena, que recebeu o coração de Laís, enfrentou desde o nascimento uma série de desafios devido à sua condição cardíaca. Sua mãe, Alcione Severo da Silva, descobriu a má formação ainda na gestação. Com apenas 17 dias de vida, Vitória já havia passado pela primeira de muitas cirurgias. Aos 2 anos, o estado de saúde de Vitória se agravou, e os médicos informaram que um transplante de coração era a única solução. Após 10 meses de espera, a família recebeu a notícia que tanto esperava: havia um doador.
Repercussão e conscientização
A história de Laís e Vitória ganhou ainda mais destaque durante o Setembro Verde, campanha que promove a conscientização sobre a importância da doação de órgãos. A transformação da dor em esperança tocou o coração de muitos e chamou atenção para a importância de se discutir o tema em sociedade. A cerimônia de lançamento da lei de incentivo em Araçatuba coincidiu com o aniversário de Laís, tornando a data um marco de reflexão e homenagem.
Um legado de amor
O impacto do gesto de Aline e João Paulo vai além da legislação local. Para Alcione, conhecer a família de Laís foi um presente divino. “Doar órgãos é transformar a dor de uma despedida em esperança de uma nova chance de viver para quem aguarda na fila de transplante”, afirma. As vidas de Vitória e de muitos outros que aguardam por uma oportunidade de recomeço foram tocadas por essa decisão.
A história de Aline, Laís e Vitória ressalta a importância da doação de órgãos e continua a inspirar inúmeras pessoas. Para mais informações e histórias que tocam o coração, continue acompanhando o RP News, comprometido em trazer conteúdo de qualidade e relevância para seus leitores.
Fonte: https://g1.globo.com