Em um discurso enfático durante a terceira sessão de trabalho do G20, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que países em desenvolvimento, detentores de grandes reservas de minerais críticos, devem transcender o mero papel de exportadores. Lula ressaltou que a questão central reside no controle do conhecimento e no valor agregado derivado desses recursos.
“Falar sobre minerais críticos também é falar sobre soberania. A soberania não é medida pela quantidade de depósitos naturais, mas pela habilidade de transformar recursos através de políticas que tragam benefícios para a população. Precisamos de investimentos ambientalmente e socialmente responsáveis, que contribuam para fortalecer a base industrial e tecnológica dos países detentores de recursos”, declarou o presidente.
Lula, que está na África do Sul, também mencionou a corrida global por minerais críticos, impulsionada pela crescente demanda para o desenvolvimento tecnológico em potências como Estados Unidos e China.
Adicionalmente, o presidente abordou o impacto da inteligência artificial (IA), descrevendo-a como um “caminho sem volta”. Ele enfatizou que 40% dos trabalhadores em todo o mundo estão em funções vulneráveis à automação ou complementação pela IA, e defendeu que cada avanço tecnológico deve levar a inclusão social.
“A tecnologia deve fortalecer, e não fragilizar direitos humanos e trabalhistas. O trabalho decente deve ser o objetivo das nossas ações. O progresso só se concretizará se for compartilhado, sustentável, justo e inclusivo”, concluiu Lula. O presidente seguirá para Moçambique ainda neste domingo.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br