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Morador de Rio Preto perde quase R$ 300 mil em sites de jogos de azar

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Um morador de São José do Rio Preto (SP) perdeu quase R$ 300 mil em um site de apostas após acreditar em um casal de influenciadores digitais.

Segundo a polícia, o casal é investigado por suspeita de divulgar conteúdos relacionados ao famoso “jogo do tigrinho”.

Conforme o Ministério da Justiça e Segurança Pública, em um levantamento sobre o perfil dos apostadores, constatou-se que 38,6% das pessoas que participam desse tipo de jogo têm algum grau de risco ou transtorno psicológico causado justamente pelas apostas.

Em entrevista à TV TEM, o homem, que preferiu não ser identificado, relatou o prejuízo de quase R$ 300 mil ao longo de seis meses. Segundo ele, além de o casal ter um discurso persuasivo, a dependência dos jogos era grande.

O homem ainda diz que entrar nesse mundo das apostas é um caminho muito difícil de sair, e que não tem pontos positivos.

“Eu não esperava que tinha acabado todo o meu dinheiro no último depósito. É algo que você vai entrar e vai perder, só tem a perder, não tem nada a ganhar”, conta.

Operação contra jogos de azar

A prática de jogos de azar eletrônicos, como o chamado “jogo do tigrinho”, tem sido comum na região noroeste de São Paulo. Por conta disso, a Polícia Civil fez uma operação, na manhã do dia 22 de setembro, em São José do Rio Preto, para combater crimes como exploração de jogos de azar eletrônicos, lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio e organização criminosa.

Denominada “Caça ao Tigre”, a ação resultou no cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão, sendo dois em condomínios de luxo da cidade e um em uma propriedade rural de Ipiguá (SP), além de outro endereço ligado a um dos suspeitos.

Uma pessoa foi autuada em flagrante por posse ilegal de arma de fogo, um macaco-prego foi resgatado de um cativeiro e encaminhado à Polícia Ambiental. Um veículo, uma moto aquática, diversos celulares e computadores foram apreendidos e encaminhados à perícia.

A operação foi realizada por meio do Setor Especializado de Combate à Corrupção, Crime Organizado e Lavagem de Dinheiro (Seccold) da DIG/Deic de São José do Rio Preto, e o inquérito tramita em segredo de justiça.

O delegado chefe da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic), Fernando Tedde, explica que o casal alvo da operação fazia abertamente divulgação desses jogos de azar.

O delegado também descreve os crimes dos quais as pessoas que divulgam esse tipo de conteúdo podem responder.

“Fraude eletrônica, que é um tipo de estelionato praticado através da internet ou de divulgações desse tipo, e a própria formação de quadrilha ou até organização criminosa, que é o que está transparecendo”, explica.

Fonte: G1 Rio Preto

Fotos:  TV TEM/Reprodução

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