PUBLICIDADE

[labads id='2']

Mulher mantida em cárcere privado sonhava em construir família com suspeito

Teste Compartilhamento

A mulher de 28 anos sequestrada, torturada e mantida em cárcere durante quatro dias sonhava em construir uma família com o namorado, de 40 anos, que foi preso na quarta-feira (27) em São José do Rio Preto (SP) suspeito de cometer o crime.

Conforme a polícia, a vítima tinha sido agredida pelo namorado, Geisson Gil Leiras, com quem se relacionou por cerca de seis meses. Inclusive, ela tinha pedido medida protetiva contra ele, mas acreditou na mudança de comportamento.

Quando retomaram o relacionamento, a mulher, que mora em Ibirá (SP), foi levada pelo suspeito para morar com ele em Rio Preto, no dia 14 de agosto. Conforme o delegado, as agressões começaram no dia seguinte, dia 15, após uma crise de ciúmes do suspeito.

A mulher foi trancada em casa e começou a ser agredida violentamente, torturada com pedaços de madeira e objetos da casa. O suspeito ainda cortou o cabelo da vítima e provocou uma fratura exposta no cotovelo dela e no nariz.

Em entrevista à TV TEM, a mulher, que não vai ser identificada, contou que chegou a acreditar que não resistiria às agressões.

A vítima também revelou que o suspeito iniciou a violência após imaginar que tinha sido traído por ela.

“Ele fazia as perguntas e falava ‘seu amante está ai fora’. Eu não tinha forças para levantar e sair. Eu senti alívio porque era tudo o que eu pedia para Deus, para sair dali. Eu falava: ‘pai, ele quer me matar, toca no coração dele, que ele possa me libertar, porque eu não vou aguentar Pai'”, relembra emocionada.

O delegado Victor Ramazzotti, responsável pela investigação, confirmou à reportagem que a mulher já tinha sido agredida pelo namorado.

“É um caso chocante, até pela gravidade das lesões da vítima, a forma que ele a agrediu, justificando que ela o estaria traindo. Isso, de maneira alguma, justificaria a agressão tão violenta que ele praticou. Ela consegue [medida protetiva] de novo e é importante ressaltar que a vítima tem que evitar o contato com o agressor”, finaliza.

O suspeito ainda tentou manter relação sexual com a namorada, que já estava ferida.

No dia 18 de agosto, depois de quatro dias, segundo o relato da mulher à polícia, o suspeito saiu de casa e somente retornou no dia 20. Ao ver o estado de saúde da namorada, que não estava conseguindo andar, o homem acionou o pai dela e pediu ajuda.

Quando ligou para pedir socorro, conforme o delegado, o suspeito disse para o pai que a vítima estava traindo ele e tinha apanhado da mulher do amante.

O pai, então, resgatou a mulher e a levou para Santa Casa de Ibirá (SP). Devido à gravidade dos ferimentos, a vítima foi transferida para o Hospital de Base de São José do Rio Preto, passou por uma cirurgia e recebeu alta após cinco dias internada, na segunda-feira (25).

O estado de saúde dela é considerado estável. O suspeito, conforme Victor, teve a prisão preventiva de dez dias decretada. Ele deve responder por lesão corporal, violência doméstica, sequestro, cárcere privado, tentativa de estupro e registro de nudez sem autorização.

Após as agressões, a vítima ainda mencionou sobre planos para o relacionamento e o sonho de formar uma família com o suspeito.

Leia mais

PUBLICIDADE

[labads id='3']