17/02/2022 às 13h25min - Atualizada em 17/02/2022 às 17h21min

O ex-jogador de basquete que hoje é dono de uma fintech que movimenta R$ 10,5 bilhões em volume de crédito

BMP Money Plus realizou 4,7 milhões operações de crédito em 2021 e possui parceiros como Cielo, XP e Via Varejo

SALA DA NOTÍCIA Graziela Massonetto

Quem vê Carlos Eduardo Benitez à frente da BMP Money Plus, pode até não imaginar, mas o CEO e fundador da instituição financeira chegou a ser campeão paulista e brasileiro de basquete nas décadas de 1980 e 1990. “Meu sonho era ser atleta profissional, mas como na época o esporte pagava pouco, decidi me dedicar a outras atividades. Entrei na faculdade de economia e consegui um trabalho em um banco. Aos poucos, fui largando o basquete e focando na carreira”, conta.

Após passar um tempo nos Estados Unidos, Carlos Eduardo empreendeu pela primeira vez: criou uma plataforma digital de crédito. Mas como o ano era 1999 e as empresas ainda estavam engatinhando com a internet, o negócio acabou não indo para frente. “O empreendedor tem de estar preparado para os altos e baixos. Desistir não era uma opção. Quem quer ter seu próprio negócio precisa aguentar os trancos”, diz o CEO.

Sem deixar se abalar, ele resolveu mudar o modelo de negócio: ao invés de apenas intermediar crédito para empresas, fez um pedido junto ao Banco Central para transformar a BMP Money Plus em uma instituição financeira. E deu certo: a empresa passou a oferecer prestação de serviços financeiros, com foco em soluções de crédito para atacado e varejo em uma plataforma digital. Hoje, a empresa conta com clientes como Cielo, Mercado Livre, Via Varejo, Itau, BTG Pactual e Shopee. Só no último ano, a BMP realizou 4,7 milhões operações de crédito e movimentou R$ 10,5 bilhões em volume de crédito.

 

Apoio e crédito às micro e pequenas empresas

Ainda sentindo a turbulência da pandemia de Covid-19, as micro e pequenas foram – e ainda estão sendo – as mais penalizadas. Segundo o Relatório Global sobre a Situação das Pequenas Empresas divulgado pela Agência Brasil em 2021, a taxa de fechamento das PMEs aumentou em quase 25%.

Além dos desafios referentes à queda nas vendas e ao fluxo de caixa negativo, os entraves de acesso ao crédito dificultam ainda mais o funcionamento dessas empresas. Segundo Carlos Eduardo, a dificuldade de apresentar capacidade de pagamento aos grandes bancos, muitas vezes por conta da falta de conhecimento do seu faturamento, é um dos entraves conseguirem crédito no mercado.

“A base de PMEs no Brasil é muito grande, praticamente são as micro, pequenas e médias empresas que hoje movem a economia. Por não conseguirem ter acesso a crédito para enfrentar a crise, acabam fechando suas portas”, analisa. Para Benitez, ao ter dinheiro disponível, os empreendedores conseguem gerir suas obrigações, solucionar suas pendências financeiras, negociar com fornecedores, repor estoques e investir em equipamentos.

Um dos exemplos mais bem-sucedidos feitos pela BMP foi uma parceria com o aplicativo iFood, que hoje é responsável por cerca de 80% da distribuição de produtos de pequenos comércios alimentícios – como é o caso dos restaurantes, um dos setores mais afetados pela pandemia por conta do lockdown, cujo índice de falência ultrapassou os 40%.

Por meio da BMP, o IFood ofereceu crédito para diversos estabelecimentos. Nesse programa, segundo Benitez, foram atendidos mais de 4 mil estabelecimentos e disponibilizados mais de R$ 80 milhões para esses pequenos comércios. “A necessidade de crédito é constante na vida das empresas e por isso é importante ter no mercado alternativas que possam oferecer o socorro que elas precisam a qualquer momento e de qualquer lugar”, conclui o CEO.

 


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