17/02/2022 às 16h00min - Atualizada em 17/02/2022 às 18h31min

Imersão cultural na Amazônia: autor de A Contrapartida relata sobre a experiência na floresta brasileira

Escritor Uranio Bonoldi descreve em seu thriller de suspense aspectos da região norte do país

SALA DA NOTÍCIA Verônica Garcia
Amazônia - Reprodução

De acordo com o dicionário, imergir é o ato ou resultado de mergulhar em alguma coisa. Quando falamos sobre imersão cultural, a ideia é colocar-se em contato com determinada cultura por meio de diferentes situações, vivenciando-a ao máximo. Na prática, quer dizer experimentar a realidade além dos estereótipos - para conhecer os hábitos de uma cultura é importante vivê-la no dia a dia, entendendo o modo de pensar, identificando as diferenças para o seu modo de vida.

Com a tecnologia rompendo as barreiras geográficas, temos um mundo mais globalizado e é possível pesquisar praticamente tudo pela internet, assim como ter contato por vídeochamada com habitantes dos mais longínquos lugares. “Mas nada se compara a estar ali, ao vivo e absorvendo a cultura local com todos os sentidos — paladar, audição, fala, olfato e tato”, comenta o escritor Uranio Bonoldi. Ele é autor da série A Contrapartida, um thriller que envolve o leitor em situações sombrias, de misticismo e mistério, e conta com elementos brasileiríssimos, como uma tribo indígena que foi extinta. 

“Sempre tive interesse em conhecer a Amazônia de perto, sentir sua grandeza e exuberância. Escrevi através de pesquisas, sobre muitos elementos de sua fauna e flora e queria ver de perto sobre tudo que contei no livro. Sobre as castanheiras, suas folhas enormes, o seu coco duríssimo, sobre a navegação entre os rios, igarapés e igapós, sobre os cipós entrelaçados na mata densa e também conhecer de perto as enormes e formosas árvores sumaúmas, - a rainha da Amazônia”, comenta Uranio.

Destaque como o livro mais vendido na categoria Mistério, Thriller e Suspense, no ranking da Amazon, A Contrapartida I foi lançada em dezembro de 2019 e passados dois anos, o segundo volume chegou às livrarias, respondendo a algumas perguntas que ficaram em aberto no primeiro volume e colocando o leitor diante de situações em que a maldade, motivada pela vingança, desencadeia uma série de acontecimentos que fogem ao controle dos envolvidos na trama. 

A história de Otávio, que faz de tudo para não frustrar a mãe e honrar a memória do pai, e sua governanta, Iaúna – nascida em uma tribo indígena já extinta, marcam o enredo da obra e motivaram Uranio em sua imersão na Amazônia. “Fiquei maravilhado com tanta diversidade e potência da floresta. Sim, potência! Não encontrei outra palavra que pudesse resumir sua grandiosidade, diversidade e exuberância.  Já estou planejando uma nova viagem, em breve, para conhecer tribos nativas e mais algumas aves e animais daquele bioma único. Aconselho a todo brasileiro conhecer a floresta amazônica, é um lugar incrível e inesquecível”, completa o autor.

Sobre o autor 

Uranio Bonoldi não perde uma oportunidade de viajar, pois adora conhecer lugares novos, fazendo caminhadas ou pedalando, bem como de participar de programas culturais. Leitor eclético, gosta de livros de ficção, como os de Stephen King, e de não ficção, de filósofos contemporâneos, como James Hollis, além de leituras sobre gestão. Sedento por conhecimento e muito curioso desde sempre, Uranio acredita que a busca pelo autoconhecimento e estar em sintonia com os próprios valores são fundamentais para o bem viver.
 

Além de escritor, palestrante e especialista em negócios e tomada de decisão, é professor do Executive MBA da Fundação Dom Cabral, onde leciona sobre "Poder e Tomada de Decisão". 

Foi educado no método Waldorf, e graduou-se e pós-graduou-se em administração de empresas pela FGV-SP. Mora em São Paulo com a esposa e é pai de dois filhos. 


Em seu Livro 1, a série "A Contrapartida" cativou rapidamente milhares de leitores, tornando-se um best-seller principalmente pela qualidade da trama e pela valorização da diversidade cultural brasileira.


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