18/02/2022 às 16h28min - Atualizada em 18/02/2022 às 20h01min

Volta às aulas com mais segurança e privacidade

Uso da IA e visão computacional pode garantir um sistema de segurança mais eficiente

SALA DA NOTÍCIA AI
Banco de Imagens
 

Após dois anos de isolamento social, as crianças e adolescentes retornam ao ensino presencial. Algumas instituições mesclaram as duas modalidades e implantaram um sistema híbrido, com algumas aulas presenciais e outras online. Diante deste cenário, é comum que voltem a surgir algumas preocupações, por parte dos cuidadores, em relação à segurança dos alunos. 

A tecnologia de reconhecimento facial pode ser uma forte aliada na segurança das escolas ao mesmo tempo em que preserva a privacidade dos alunos, professores e demais funcionários. Em Seattle, nos Estados Unidos, por exemplo, a escola St. Therese é uma das primeiras escolas no país a utilizar um sistema de reconhecimento facial para aumentar a segurança e se tornou referência na área educacional no que diz respeito à tecnologia e segurança.

A implantação do sistema proporcionou uma maior consciência situacional em todos os pontos de entrada e saída e maior visibilidade nos corredores do colégio para alertar os funcionários se pessoas não reconhecidas estiverem no prédio. Pensando nisso, a RealNetworks, responsável pelo software de visão computacional usado pela St. Therese, listou abaixo, três pontos de atenção para checar ao hora contratar uma empresa da área para implantar um sistema de segurança em escolas.

 

1- Transparência

Como em qualquer implementação de software, aspectos do sistema de reconhecimento facial podem mudar ou evoluir. As escolas podem ganhar e manter o apoio entre as partes interessadas, fornecendo comunicação clara, oportuna e transparente a todos os envolvidos à medida que as mudanças ocorrem.

Se houver alterações nas políticas de dados, elas devem ser discutidas e aprovadas por todos que seriam afetados. Também é importante notificar as partes interessadas caso a empresa tenha um cronograma específico para revisar seu sistema de reconhecimento facial e apresentar oportunidades frequentes de feedback.

A transparência pode ser aumentada garantindo que as partes interessadas estejam cientes de quanto tempo seus dados serão mantidos e quem detém as permissões de acesso. Ao introduzir uma nova tecnologia, como o reconhecimento facial, construir confiança por meio da transparência é fundamental. 

 

2. Gerenciamento

O acesso à unidade escolar pode ser mais rápido e eficiente, e funcionários, alunos e visitantes podem se sentir mais seguros sabendo que a entrada é controlada de forma confiável. O gerenciamento eficaz de um sistema de reconhecimento facial no campus envolve vigilância contínua em relação ao acesso ao sistema, criptografia de dados, revisão de políticas de dados, envolvimento contínuo das partes interessadas e atenção cuidadosa à finalidade, uso e retenção de dados pessoais.

A implementação bem-sucedida requer um planejamento cuidadoso, uma boa dose de bom senso e, claro, a seleção de uma tecnologia de reconhecimento facial altamente precisa.

 

3. Consentimento

Para atender aos princípios de privacidade, as escolas devem obter consentimento explícito antes de coletar dados biométricos. Uma placa dizendo “Ao entrar nestas instalações, você concorda em ser fotografado” não é suficiente. O consentimento explícito significa que uma pessoa precisa “aceitar” ou “dizer sim” antes de concordar. Se houver partes menores de idade, um responsável apropriado pode optar por participar em seu nome.

O consentimento explícito também exige que a escola seja clara sobre o que está fazendo, por que está fazendo e o que está sendo feito com os dados. Mais uma vez, a sinalização assumindo o consentimento não atende a esse padrão. Um exemplo de consentimento explícito pode ser um documento assinado, que pode ser revogado quando o usuário assim desejar. 


 
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