18/02/2022 às 12h53min - Atualizada em 23/02/2022 às 12h41min

Festas de carnaval canceladas e adiadas! E agora?

SALA DA NOTÍCIA Agência Fibra
Imagem: Divulgação
Pelo segundo ano consecutivo, as festas de carnaval estão sendo canceladas ou adiadas para abril, principalmente, por conta da nova onda de casos de Covid-19 causada pela variante Ômicron. De um lado, está a prioridade da segurança coletiva. Mas, de outro, está um setor diretamente afetado pela falta de recursos que a data movimenta.

Maíra Holtz é diretora da Estalo, agência de marketing 360º nascida em Salvador e especializada em Carnaval há mais de 15 anos, sendo responsável também pelo sistema que garante a venda da Ambev no circuito Carnaval baiano.

Com profundo conhecimento da rede de suporte de produtos e serviços demandados pela festa e da diferença significativa que esse fomento faz na economia do país, a executiva está apta a transmitir a visão de quem faz parte dessa cadeia e a refletir sobre como contornar esse impacto. 

De acordo com Maíra, investimentos para que a festa aconteça são feitos tanto pelo setor público quanto pelo privado. Dessa forma, as iniciativas para diminuir o impacto negativo também são de responsabilidade de ambos os setores. 

No ano passado, por exemplo, algumas cidades lançaram editais para os profissionais da folia, como o Cultura do Carnaval Carioca, da prefeitura do Rio de Janeiro, que distribuiu R$ 3 milhões em prêmios para 125 projetos de blocos, bandas, bailes, turmas, fanfarras, cordões e outras manifestações culturais. Outras prefeituras, como a de São Paulo, optaram por organizar eventos virtuais para ajudar os blocos, que receberam cachês de até R$ 3 mil para participar do Festival Tô Me Guardando.

Iniciativas independentes também aconteceram em sites de financiamento coletivo, como a Benfeitoria e o Catarse, que pediram apoio aos blocos de rua e suporte aos profissionais impactados, de músicos a ambulantes.

Dentre as iniciativas privadas, a Ambev realizou uma campanha de cadastramento de 20 mil ambulantes para recebimento de um auxílio de até R$ 255.

Além da Ambev, a Estalo, agência de marketing 360º, também atende marcas como Red Bull, iFood, H2OH!, Pepsi, Gomes da Costa, entre outras, que normalmente também marcam presença no Carnaval.
 
Mais informações:

- O crescimento expressivo da festa acontece desde 2017, quando o carnaval movimentou R$ 7,73 bilhões. Em 2019, as festas geraram um impacto de R$ 7,91 bilhões na economia brasileira. 

- De acordo com pesquisa feita pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) com o setor turístico, 3.800 municípios relataram um aumento de 20% na arrecadação durante o feriado de 2020, em comparação com o ano anterior, e a geração de 25 mil empregos.

Com o cancelamento da festa:

- Prejuízo de mais de R$ 8 bilhões de reais que deixam de circular.

- 25 mil empregos temporários deixam de ser gerados envolvendo os que fazem parte diretamente da produção do evento, como costureiras e fornecedores de materiais para a construção de carros alegóricos e adereços, além de músicos, compositores, passistas e vendedores ambulantes.

- 36 milhões de foliões deixarão de comparecer e fomentar a economia com a aquisição de passagens, hospedagens, lazer, transportes urbanos e alimentação.

- Queda de 30% na ocupação e no faturamento dos hotéis nos principais destinos carnavalescos.

- Em Salvador,  o Conselho Municipal do Carnaval de Salvador (ComCar), destaca que os eventos privados permitidos, com até 1,5 mil pessoas, não chegam a render 10% do movimento econômico do formato tradicional, com os foliões nas ruas.
 
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