22/02/2022 às 19h10min - Atualizada em 23/02/2022 às 13h22min

Mais da metade dos brasileiros sofreram crimes cibernéticos, aponta estudo da Norton

Estimativa é que R$ 32 bilhões foram perdidos somente no ano passado para resolver problemas gerados pelo cibercrime.

SALA DA NOTÍCIA Carolina Tiago
A NortonLifeLock (NASDAQ: NLOK), líder mundial em cibersegurança, divulga os resultados de sua pesquisa conduzida em parceria com o The Harris Poll, e destaca o Brasil como 3º país com mais dispositivos infectados por ameaças entre as 10 regiões pesquisadas. Confira os dados:
58% dos brasileiros entrevistados afirma ter sofrido um crime cibernético em 2021. - O índice aumenta para 69% ao considerar um período anterior ao ano passado. A maior ocorrência é de acesso não autorizado a uma conta online (51%).

Dentre os 10 países com entrevistados (Austrália, Brasil, França, Alemanha, Índia, Itália, Japão, Nova Zelândia, Reino Unido e Estados Unidos), o Brasil é o 3º com mais aparelhos eletrônicos infectados por stalkerware (aplicativos de espionagem) - atrás apenas da Índia e dos EUA.

Cerca de 71 milhões de brasileiros sofreram crimes cibernéticos nos últimos 12 meses, e gastaram mais de 828 milhões de horas tentando resolver os problemas criados (média de 11,6h). A estimativa é que R$ 32 bilhões foram perdidos somente no ano passado (mais da metade das vítimas de crimes cibernéticos do último ano foi impactada financeiramente).

Entre os entrevistados, 37% afirmam que detectaram software malicioso em um computador, rede Wi-Fi, smartphone, tablet, casa inteligente ou outro dispositivo conectado e 10% sabem que suas informações pessoais foram expostas em um vazamento de dados.

86% dos brasileiros entrevistados têm muito medo de ter sua identidade roubada, mas a maioria admite que não teria ideia do que fazer se o roubo acontecer. Ao mesmo tempo, 39% estão conformados com o fato que sua identidade será roubada em algum momento, 54% acreditam que estão bem protegidos contra isso e 62% dizem que as medidas que tomam atualmente são suficientes para se proteger.

Mais da metade dos respondentes admite que não sabem como verificar se sua identidade já foi roubada (61%) e que não teria ideia do que fazer nesse caso (57%), enquanto 49% nunca considerou que sua identidade poderia ser roubada e 25% admitem não saber o que é roubo de identidade.

27% dos entrevistados relatam ter sofrido roubo de identidade, com 9% impactados apenas no ano passado. Desses, 46% descobriram o roubo por conta própria, mais comumente por meio de documentos e contas bancárias (11%). Por outro lado, 42% foram notificados sobre seu roubo de identidade por uma fonte externa, com 24% dos entrevistados relatando que foram notificados por seu banco ou empresa de cartão de crédito.

Muito comumente, as vítimas tiveram que congelar seu(s) cartão(ões) de crédito (56%), além de perderem muito tempo resolvendo os problemas criados (52%) ou tiveram dinheiro roubado (34%). Além disso, 28% relatam dificuldade para dormir e ter a saúde mental foi impactada negativamente (23%) como resultado do roubo de identidade.

52% dos brasileiros respondentes admitem abrir mão de certos aspectos da segurança online para ter maior conveniência, porém 76% dizem que estão mais alarmados do que nunca com sua proteção. 88% afirmam estar preocupados com a privacidade dos dados e querem fazer mais para se proteger (92%). No entanto, 46% acham que é impossível fazer isso.

Entre os entrevistados, 71% relatam ter experimentado pessoalmente um vírus de computador e/ou dispositivo móvel. Desses, 40% relatam ter experimentado isso várias vezes.

Além disso, 16% afirmam terem experimentado pessoalmente um golpe de Phishing. Outros 39% relatam que nos últimos 12 meses foram vítimas de golpes - como clicar em um link ou notificação fraudulentos
(24%). 34% tiveram alguma mídia social hackeada e 23% tiveram seu e-mail hackeado.

Confira os gráficos comparativos entre países que ajudam a ilustrar o conteúdo no link a seguir (em inglês):
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 2022 NLCSIR Global Report.pdf

 
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