19/03/2022 às 08h41min - Atualizada em 22/03/2022 às 13h40min

Neuroplasticidade é um remédio preventivo contra perda de memória por doenças, diz neurocientista

Segundo o Dr. Fabiano de Abreu, plasticidade cerebral promove mais células gliais que dão suporte ao tecido cerebral

SALA DA NOTÍCIA Raphael Lucca
Quando o cérebro humano se reorganiza para aprender algo novo, ele exerce a neuroplasticidade, que constitui uma forma de estímulo cerebral benéfica para os tecidos neurais. Segundo o neurocientista, Ph.D. e biólogo Prof. Dr. Fabiano de Abreu Agrela, a neuroplasticidade pode promover mais células gliais que dão suporte ao funcionamento do órgão e prevenção contra agentes nocivos. 

“A proteína da Covid-19 se acopla aos astrócitos, que são células gliais, de suporte aos neurônios, com as mais diversas funções, entre elas estão proteção e nutrição neural”, adverte o Doutor Fabiano de Abreu. “O coronavírus prejudica o funcionamento dos astrócitos e consequentemente desencadeia perda de memória. Portanto, exercer a neuroplasticidade e fortalecer a saúde desses tecidos é um cuidado preventivo para os males do vírus”, afirma o neurocientista. 

Um estudo feito pela cientista Marian Diamond constatou que Einstein tinha mais células gliais por neurônio que a maioria das pessoas, fator relacionado com a sua inteligência: “logo, as pessoas mais inteligentes têm neurônios maiores e podem ter mais células gliais para que dêem um melhor suporte”, pontua o PhD em neurociência Fabiano de Abreu. 

“A neuroplasticidade cerebral promovida mediante ao processo de aprendizagem condiciona não apenas uma boa saúde mental, como também diminui os danos de doenças que atacam as células neuronais”, constata o Doutor Fabiano de Abreu. Exercitar o cérebro permite ampliar e melhorar a forma dos neurônios, promovendo resultados benéficos para a saúde ao longo da vida e diminuindo as chances de desenvolver doenças neurológicas. 



Prof. Dr. Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues  
 
Prof. Dr. Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues é PhD em Neurociências, Mestre em Psicanálise, Doutor e Mestre em Ciências da Saúde nas áreas de Psicologia e Neurociências com formações também em neuropsicologia, licenciatura em biologia e em história, tecnólogo em antropologia, pós graduado em Programação Neurolinguística, Neuroplasticidade, Inteligência Artificial, Neurociência aplicada à Aprendizagem, Psicologia Existencial Humanista e Fenomenológica, MBA, autorrealização, propósito e sentido, Filosofia, Jornalismo, Programação em Python e formação profissional em Nutrição Clínica. Atualmente, é diretor do Centro de Pesquisas e Análises Heráclito; Chefe do Departamento de Ciências e Tecnologia da Logos University International, diretor da MF Press Global, membro da Sociedade Brasileira de Neurociências e da Society for Neuroscience, maior sociedade de neurociências do mundo, nos Estados Unidos. Membro da Mensa International, Intertel e Triple Nine Society (TNS), associações e sociedade de pessoas de alto QI, esta última TNS, a mais restrita do mundo; especialista em estudos sobre comportamento humano e inteligência com mais de 100 estudos publicados.
 
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