23/03/2022 às 10h53min - Atualizada em 23/03/2022 às 15h11min

A confissão de traição ajuda na reconstrução da confiança?

Quando um cônjuge confessa a Deus e ao seu parceiro a culpa pelos ferimentos individuais infligidos, isso pavimenta o caminho para um pesar que se aprofunda e leva a arrependimento e mudança.

SALA DA NOTÍCIA Assessoria Pão Diário
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Kelly Sikkema
 

A confissão precisa ser específica. Não é suficiente dizer: “Lamento ter tido um caso amoroso. Você pode perdoar-me?” Os comportamentos, atitudes e reações específicos que infligiram tanta dor e sofrimento precisam ser individualmente denominados, reconhecidos e ligados ao dano de que falamos anteriormente. 

Quando um cônjuge confessa a Deus (SALMO 51) e ao seu parceiro a culpa pelos ferimentos individuais infligidos, isso pavimenta o caminho para um pesar que se aprofunda e leva a arrependimento e mudança (2 CORÍNTIOS 7:10). 

A confissão é necessária para cura do corpo, da alma e dos relacionamentos (TIAGO 5:16). Ela também traz esperança, porque Deus garante que “o que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia” (PROVÉRBIOS 28:13).

A confissão precisa ser mútua. Raramente um dos cônjuges não pode ser culpado de nada. Embora não culpado pelo caso amoroso, o cônjuge ofendido apresentou falhas no amor, que precisam ser nominadas e confessadas ao cônjuge infiel e a Deus.

Outros casos amorosos devem ser confessados? Isto é sempre arriscado. Cada situação precisa ser avaliada individualmente. Mas dada a propensão humana para o engano, seria uma boa ideia limpar tudo de uma vez, em vez de arriscar uma futura exposição que solaparia qualquer progresso feito na reconstrução da confiança. Novamente, é necessário o cuidado de guardar-se contra a exposição desnecessária dos detalhes sórdidos.

A quem é necessário contar? Nem todos precisam saber. Certamente, aqueles diretamente afetados pelo caso amoroso — a família da pessoa. Seu pastor, pequeno grupo e alguns amigos de confiança precisam saber, para poderem ajudar no processo de reconstrução. Se um dos pais precisar deixar o lar durante algum tempo, os filhos deverão saber em termos gerais, mas nada específico. 

Embora os adolescentes possam suspeitar, não presuma que eles saibam. Se existir evidência de que eles sabem, os pais deverão contar-lhes juntos e prepará-los para as mudanças que poderão ocorrer, mas evitando revelar detalhes desnecessários.

Trecho retirado do livro Casamento a três, de Publicações Pão Diário.



 

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