28/03/2022 às 13h26min - Atualizada em 29/03/2022 às 06h21min

A arte provocativa de Patricia Guerreiro na SP-Arte 2022

Entre as obras, Patricia Guerreiro apresentará um Brasil de ferro e carvão

SALA DA NOTÍCIA Redação
Divulgação

A artista plástica carioca Patricia Guerreiro estará presente na 18ª edição da SP-Arte, a principal feira de arte da América Latina. O evento acontecerá entre os dias 6 e 10 de abril no Pavilhão da Bienal. Com suas obras que apontam e denunciam o momento de caos pelo qual o mundo vive, a artista busca com a sua arte provocar um pensamento coletivo sobre esses temas. 

“Tenho a arte como veículo que possibilita dar luz a essas questões. Falo de gente, de seres, tenho em meu trabalho o componente da denúncia em forma de arte”, explica Patricia, representada pela galeria Luciana Caravello.

Entre as peças que Patricia levará para a SP-Arte está "Fênix", obra feita em  ferro e carvão Para a artista, a peça reflete o cenário atual do Brasil.

“Nessa obra, retrato o  nosso Brasil que ressurge das cinzas através do tempo, a própria Fênix que se reinventa, que passa pelas barbáries das queimadas e da política. É o Brasil que queima em vários sentidos, que arde pela falta de dignidade e de respeito, pela intolerância nos seus mais diversos aspectos pela censura e tantas outras carências”, acredita Patricia Guerreiro.

Arte de Patricia Guerreiro leva a reflexão

Em seu trabalho Patricia aborda a objetificação e a violência do corpo como resultado de diversas intervenções e interpelações em determinadas épocas e lugares impondo limitações, autorizações, obrigações e afetado por diversos marcadores como, etnia, ideologia, religião, gênero e classe social .

Em sua primeira série a artista aponta que a domesticação e a normatização do corpo feminino podem ser reconhecidas como uma estratégia consideravelmente durável e flexível de controle social, cumprindo também com uma função ideológica que pode vir a se estender em inúmeras formas de violência. 

Como desdobramento sua pesquisa se amplia para as questões de violência sobre o corpo segregado, sobre populações excluídas e movimentos migratórios.

Serviço:
SP–Arte 2022

Data: 06–10 abril

Local: Pavilhão da Bienal, Parque Ibirapuera (portão 3)

Horários: Quarta à Sábado: 14h às 20h

Domingo: 13h às19h


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