28/03/2022 às 14h23min - Atualizada em 29/03/2022 às 06h22min

Soluções de crédito: Como usar de maneira inteligente

Confira dicas de especialista para usar o crédito a seu favor e evitar o endividamento

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O crédito, muitas vezes, é visto como uma possibilidade de respiro financeiro em situações de urgência, mas também é o responsável pelo endividamento de muitas famílias. Segundo levantamento realizado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o percentual de famílias com dívidas e/ou contas em atraso apresentou, em fevereiro, o maior patamar desde março de 2010, alcançando 27% dos lares.

 

Para evitar contrair dívidas, o consumidor deve ter cautela em seu planejamento financeiro. Pensando nisso, Andrea Avedissian, brand manager da Zippi, fintech que oferece cartão de crédito com fatura semanal para autônomos, listou  quatro dicas para usar as soluções de crédito de maneira inteligente.

 

Confira:

 

1- Não encare o crédito como uma renda extra

O limite de crédito não é uma renda extra e deve ser usado para compras que o consumidor possa pagar em um curto período. Dessa forma, a solução funciona como uma espécie de fôlego para alguns gastos.

 

2- O parcelamento deve ser evitado

Evitar compras parceladas é uma das principais formas de driblar o endividamento. Por essa razão, é importante fazer as contas para saber se a dívida que pretende fazer está  dentro do seu orçamento. Uma dica é se perguntar se o valor pode ser quitado à vista no momento que a fatura chegar. Outra ação simples que ajuda muito nessa dinâmica é acompanhar os gastos constantemente no aplicativo do seu banco ou cartão de crédito.

 

3- Cuidado com o crédito rotativo

Outro grande responsável pelo endividamento é a utilização do crédito rotativo, oferecido por bancos e operadoras de cartões quando o cliente não consegue pagar o total da fatura e faz um pagamento parcial ou mínimo da conta. Funciona como uma espécie de empréstimo a curto prazo e o saldo devedor é deixado para ser pago na fatura seguinte. O rotativo é considerado a modalidade de crédito mais cara do mercado devido à série de encargos que encarecem o valor final a ser pago pelo consumidor. Para se ter ideia, a taxa de juros variou de 347,4% ao ano em dezembro de 2021 para 346,3% em janeiro de 2022. Diante do panorama atual e em meio a uma grande dúvida sobre o avanço da economia, é importante saber utilizar o crédito com moderação, e assim evitar cair no rotativo, cheque especial e respectivos juros elevados.

 

4- Entenda seu perfil de consumo

Para os profissionais autônomos, por exemplo, é interessante ter crédito com fatura semanal com um prazo de pagamento e juros que acompanham o fluxo de recebimentos no trabalho. Caso o consumidor caia no rotativo, irá pagar os juros já na próxima fatura, ou seja, em um tempo menor, que resulta em juros também menores.

 

Com o uso consciente, portanto, é possível evitar o endividamento e aproveitar as diversas vantagens que esse meio de pagamento pode oferecer, como a facilidade no momento da compra e aprovação do pagamento quase instantaneamente, a segurança no caso de roubos, auxílio no controle dos gastos com a possibilidade de acompanhar tudo em tempo real por aplicativos e a ajuda em momentos de sufoco quando se  precisa de dinheiro rápido para adquirir algum produto ou serviço. 


 
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