29/03/2022 às 16h22min - Atualizada em 30/03/2022 às 21h01min

Capoeira – Jogo da Inclusão traz nova modalidade esportiva para beneficiários do IOK: o projeto reúne dança, luta e atividade física

SALA DA NOTÍCIA Clarice Tatyer
https://institutoolgakos.org.br
Divulgação
O Instituto Olga Kos é reconhecido pela oferta de oficinas que proporcionam vivências aos participantes, sendo pessoas com deficiência ou vulnerabilidade social, oferecendo oficinas de esportes focadas em artes marciais. Desta vez o IOK inova e traz um destaque o resgate da cultura afro-brasileira por meio da capoeira que além de ser uma prática esportiva, carrega símbolos de luta, de dança. Tendo sido reconhecida como patrimônio cultural brasileiro no ano de 2008 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

“Por ser um projeto novo do Instituto Olga Kos, tudo é motivo de satisfação” destaca o professor de educação física, instrutor de capoeira e assistente de coordenação, José Edson dos Santos. “O desenvolvimento dos beneficiários é surpreendente, a maioria estava acostumada com o taekwondo e com o karatê, porém a capoeira veio com uma proposta inovadora que mistura instrumentos musicais, canto, ritmo, a cultura e a arte, houve muita receptividade” acrescenta.

O IOK já tinha este o objetivo de trazer novas propostas, outras manifestações esportivas, agora este propósito se concretizou, foram anos de pesquisa, planejamento e hoje chegamos na operacionalização de um sonho. 

Muitos dos inscritos não tinham controle motor e nem consciência corporal quando iniciaram, mas através das oficinas pode-se notar uma melhora significativa em alguns participantes. Podemos destacar o Alan Deivid Santos Oliveira e a Hilary Pinto da Encarnação, ambos não conseguiam executar alguns movimentos da capoeira como o AU (estrelinha) e a Armada (chute giratório) e hoje já demonstram facilidade nestes golpes.
É importante destacar que a vivência com instrumentos musicais (atabaque, pandeiro, berimbau e agogô) enriquece muito este processo, a capoeira tem elementos essenciais, ou seja, não dá para você praticar esta arte marcial sem música.

José Edson dos Santos faz parte da família IOK desde 2019. Neste intervalo desenvolveu as oficinas “Karatê Esporte de Respeito”, “Caminhos para a Inclusão IV”, “Karatê e Taekwondo Inclusão em Dose Dupla”, fora as corridas e festivais de artes marciais. E destaca que: “noto uma assiduidade e engajamento nas turmas do IOK muito expressiva em comparação à outras pessoas que já dei aula fora do IOK”. Ele atribui este fator aos benefícios que o IOK oferece para o participante: equipe multidisciplinar, uniforme completo gratuito, exame médico, alimentação (kit lanche). Nos eventos da instituição, como término de projetos, o deslocamento também é por conta do Instituto.

Edson ainda explica que para pessoas com deficiência é necessário movimentos adaptados conforme a deficiência física ou intelectual, porém sem fugir da proposta da capoeira. Tem participantes que demonstram hiperatividade, mas quando escutam a música param, respondem o coro, batem palma, esta mesma evolução é percebida nos relatos dos familiares que notam a mesma desenvoltura em outros ambientes além do IOK, como escola, casa, etc.

O objetivo do projeto do IOK é fazer com que os inscritos mostrem de fato o que foi conquistado durante as oficinas, fato este, demonstrado nas rodas realizadas nos finais de cada oficina, onde podemos observar os participantes cantando, dançando, jogando e tocando. A expectativa é que o projeto Capoeira – Jogo da Inclusão tenha um grande evento de troca de cordas onde será possível ver a evolução de cada participante, é este ato que mostra a evolução dos beneficiários. Nesta atividade os instrutores não direcionam ou dão coordenadas, a ideia é despertar a autonomia e o controle corporal. Ainda terá uma grande apresentação final onde os familiares, amigos poderão prestigiar e aplaudir os participantes do IOK.
 
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