30/03/2022 às 13h24min - Atualizada em 31/03/2022 às 06h23min

A busca por democratização de c A busca por democratização de créditorédito

SALA DA NOTÍCIA Redação

*Por Thiago Eik

É possível observar que o uso de soluções financeiras digitais é uma tendência que não deve recuar, mesmo depois do fim da crise do coronavírus. Caracterizadas por tomadas de decisões ágeis, as fintechs atendem às necessidades de diversos clientes e estão revolucionando esses serviços, deixando-os cada dia mais simples, se comparado às operações tradicionais dos bancos. Com o amplo potencial do segmento para a indústria financeira e para a representatividade econômica, as Pequenas e Médias Empresas (PMEs) estão, cada vez mais, optando por essas startups, uma vez que este público ainda é desassistido pelo sistema bancário. 

Além de um modelo burocrático, há poucos produtos direcionados às PMEs e, inclusive, com ofertas atreladas à cobrança de altas taxas. O Brasil, infelizmente, ainda carece de eficiência nos serviços já existentes, sobretudo porque enquanto estava na mão de grandes instituições financeiras, havia uma natural seleção dos clientes para atender determinadas demandas. Como resultado deste cenário, tivemos um “boom” no surgimento de novas fintechs no mercado, que chegaram para suprir demandas não atendidas pelas companhias mais tradicionais do setor.  

A democratização do acesso ao crédito, por parte dessas companhias, já é uma realidade, especialmente porque trabalham de maneira personalizada, possibilitando aos empresários gerar oportunidades de crédito aos seus próprios fornecedores, fortalecendo a cadeia produtiva e oferecendo vantagens e crédito em condições melhores do que às disponíveis no mercado financeiro. De modo geral, as PME’s encontraram nas fintechs uma forma de ter acesso ao crédito, de forma rápida e sem burocracia – o que, anteriormente, eram sinônimos de entraves nos grandes bancos. 

Um bom exemplo disso é o levantamento da consultoria global E&Y, que aponta que 5,9 mil pequenas e médias empresas já consideram trocar seus bancos por fintechs e Big Techs. Basicamente, essas empresas sofreram com o impacto da pandemia e, para seguirem no mercado financeiro, precisaram acelerar sua digitalização. 

A pandemia trouxe um amadurecimento dos novos negócios e a resiliência foi testada em seu limite e virou item fundamental para qualquer empreendedor. No âmbito financeiro, claramente a pandemia acelerou diversos processos. No entanto, este aumento no número de fintechs tem relação direta com as medidas político-econômicas admitidas nos últimos anos. Isso porque, inúmeros projetos de lei foram aprovados, visando conferir maior acessibilidade a este mercado, o que fomentou o interesse dos empreendedores em explorarem essa “nova” área.

A inovação no mercado financeiro

A maioria das fintechs inovam por meio de serviços específicos já existentes nos bancos, mas que usam da tecnologia para amparar o sistema e novas técnicas de gestão. O resultado não poderia ser diferente: uma solução aderente e mais barata. 

Nos dias atuais, reforço que a relação pessoal com agentes financeiros tende a diminuir cada vez mais. Além disso, a facilidade do digital vai levar muitas pessoas ao setor financeiro e dos mais variados perfis: do investidor tradicional, que anteriormente investia apenas em imóveis e commodities, aos mais arrojados.

*Thiago Eik é CEO da Bankme, fintech que cria e opera minibancos.


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