30/03/2022 às 22h21min - Atualizada em 31/03/2022 às 11h40min

Jorge Lucas interpreta o delegado Salvador, em "Além da Ilusão"

Personagem representa um dos quatro delegados negros do Brasil que existiam na época em que se passa a novela

SALA DA NOTÍCIA Redação
Marcio Farias
O ator e dublador Jorge Lucas dá vida ao delegado Salvador, um dos 4 delegados negros que existiam na década de 40, época em que se passa a segunda fase do folhetim. "As gravações já começaram e estou muito feliz com essa representatividade", comemora o artista. E, para quem não sabe, Jorge é dublador há 30 anos. É dele a voz do vilão Duende Verde, interpretado por William Dafoe, e de outros atores como Vin Diesel, Ben Affleck e Johnny Depp.
 
Jorge, nasceu no Rio de Janeiro, Brasil, é filho de João Baptista Lucas Costa e Maria da Glória Amâncio Costa, estudou no Centro de Letras & Artes da UNI – Rio.  Começou a atuar no Teatro; com o sucesso de suas atuações em peças teatrais, foi convidado por produtores de elenco para atuar em filmes, telenovelas e campanhas publicitárias.
 
Vin Diesel, Rupaul, Johnny Depp, Jamie Foxx, Don Cheadle, Charlie Sheen, Matt Damon, Ben Stiller, Mark Rufallo, entre várias outras personalidades de Hollywood, já tiveram suas vozes dubladas por Jorge Lucas. “Só sou dublador, porque sou ator. Antes de tudo sou ator”, diz ele, com mais de trinta anos de carreira artística. Um de seus papéis mais marcantes na TV foi como o doutor Mauri, médico de voz mansa que cuidava da saúde do personagem de Antonio Fagundes, na novela Bom Sucesso, destaque de 2019 na TV Globo; e, em 2020, assinou com sua voz o filme da Disney / Fox Soul, personagem Joe Gardener, na versão brasileira, que ganhou 
o Oscar de melhor filme de animação em 2021.
 
Reconhecido nas ruas pela dublagem de protagonistas de grandes bilheterias do cinema, Jorge destaca que os filmes de Vin Diesel criam empatia imediata com o público. Aliás, o trabalho de dublagem apareceu em sua vida como necessidade. Filho de pais advogados, optou pela faculdade de teatro. Logo cedo, Jorge percebeu que tinha uma voz marcante. “Era uma chance de ganhar dinheiro. O mercado para ator negro começa a melhorar só agora. Há 30 anos só se fazia bandido, assaltante, traficante e, às vezes, policial. Entrava em cena, falava ‘oi’ e a câmera nem pegava”, recorda ele, carioca do bairro de Humaitá.
 
Entre os palcos, a dublagem e o set de filmagem, Jorge escolhe tudo ao mesmo tempo. “Arte é minha alma. Tem muita coisa aqui dentro. Muita coisa para falar, para expressar. Não me imaginaria, por exemplo, tendo que trabalhar de terno e gravata em escritório, fazendo trabalhos burocráticos”.

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