31/03/2022 às 11h35min - Atualizada em 31/03/2022 às 12h32min

Crise climática: razões para acreditar que é possível remediar os impactos

Brasil possui uma das matrizes energéticas mais renováveis do mundo. Mais de 80% da energia gerada no país vem de fontes renováveis

SALA DA NOTÍCIA Rodrigo Freitas
Divulgação

As mudanças climáticas estão acontecendo e seus efeitos são devastadores. Situações recentes, como os incêndios na Califórnia e os deslizamentos de terra em Petrópolis destacam como é importante tomar ações urgentes.

Apesar de principalmente a contenção do aquecimento global depender de ações do poder público, do apoio das empresas e das organizações privadas, além da sociedade civil, temos razões para acreditar que é possível retardar os efeitos da crise climática e, até porque não, remediá-los. Atualmente, mais de 80% da energia gerada no Brasil vem de fontes renováveis.

Embora muitos países ainda invistam em fontes não renováveis que prejudicam o meio ambiente, em nenhum momento da história da humanidade se falou tanto na importância de contenção e, em decorrência disso, foram feitos esforços para minimizar os efeitos das mudanças climáticas.

 

5 razões para acreditar

 

1 - Custos mais baixos das energias renováveis

 

A energia renovável já é, na maioria dos lugares, mais barata do que os combustíveis fósseis. As tecnologias solar e eólica superam as atuais usinas de carvão e gás em cada vez mais lugares.

Os custos estão em tendência de declínio. Em geral, por um euro investido em energia solar fotovoltaica e eólica, se obtém cerca de quatro vezes a produção em comparação há dez anos, destaca o relatório Statkraft Baixas Emissões – Cenário 2021 (em inglês Low Emissions Scenario).

 

2 - Aumento dos empregos no setor de renováveis

 

De acordo com dados da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA), em 2019, o setor de energia renovável empregou 11,5 milhões de pessoas. Desde 2012, os empregos continuam crescendo mundialmente, fato que comprova que o mundo tem se atentado para a importância da geração de energia proveniente de fontes limpas.

 

3 - Crescimento das fontes eólica e solar

Outro ponto que reforça as iniciativas globais na redução de emissões de CO² é o crescimento das fontes eólicas e solar não apenas no Brasil, mas também em outros países. Segundo aponta o Statkraft Baixas Emissões – Cenário 2021, a energia solar será a maior fonte de energia do mundo em 2035. O relatório ainda destaca que mundialmente, em 2050, 80% da geração de energia virá de fontes renováveis.

As energias solar e eólica fornecerão cerca de dois terços do sistema de energia global. A demanda de energia mais do que dobrará até 2050 e todo este crescimento será coberto por energia renovável.

 

4 - Advento do hidrogênio verde

Outra razão para acreditar é o advento do hidrogênio verde, uma molécula produzida em processo de separar o oxigênio e o hidrogênio da água, com uso de eletricidade de fontes limpas e renováveis. Segundo dados do Statkraft Baixas Emissões – Cenário 2021, cerca de 10% da demanda global de energia virá da produção de hidrogênio verde em 2050. Além disso, o hidrogênio verde desempenhará um papel fundamental na indústria e no setor de transporte pesado, substituindo a matéria-prima de hidrogênio existente e removendo emissões em indústrias nas quais a eletrificação direta é impossível ou cara, por exemplo, na indústria do aço.

 

5 - Carros elétricos

Estudo da Agência Internacional de Energia (IEA, em inglês), na publicação Global EV Outlook 2021, destacou que no fim de 2020, 10 milhões de carros elétricos movimentaram-se em todo o mundo. No primeiro trimestre do ano passado, em comparação com o mesmo período de 2020, impulsionadas pelas vendas na China e na Europa, houve um aumento de cerca de 140% de novos veículos.

De acordo com a Statkraft a eletrificação é a principal ferramenta para reduzir as emissões de CO². Segundo estudo da companhia de 2021, a participação da eletricidade na demanda energética global final mais que dobrará, atingindo 47% em 2050. O cenário de baixas emissões estima que quase todos os novos veículos mais leves serão movidos a bateria, enquanto cerca de metade dos novos veículos mais pesados funcionarão com bateria ou hidrogênio em 2050, em todo o mundo.


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