30/05/2022 às 19h06min - Atualizada em 31/05/2022 às 17h11min

Professores do Rio de Janeiro serão capacitados para detectar sinais de problemas de saúde em crianças

Ação é promovida pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial.

SALA DA NOTÍCIA Cidiana Pellegrin
http://www.aborlccf.org.br/
Divulgação
Nesta quarta-feira, dia 1º de junho, professores do ensino infantil da capital carioca serão capacitados por médicos otorrinolaringologistas para reconhecer sinais de problemas relacionados à fala, audição, respiração e sono em crianças, ocorrências que impactam negativamente o desenvolvimento infantil. 

Profissionais de educação podem participar gratuitamente se inscrevendo pelo link. O encontro ocorrerá às 18h30, na escola de ensino Infantil e Fundamental Sá Pereira, situada na Rua da Matriz 25, em Botafogo.

Intitulada Caravana Científico-Social, a ação itinerante é promovida pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF), com o apoio da representação no Brasil da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). A edição da capital carioca acontece em parceria com a Sociedade de Otorrinolaringologia do Estado do Rio de Janeiro.

A qualificação é gratuita e vai contar com especialistas otorrinos explicando o que crianças que estão sempre espirrando e coçando o nariz, com inflamações no ouvido, ou, ainda, que roncam e dormem mal, podem estar sofrendo e como essas situações interferem em seu desenvolvimento. Além disso, os docentes também aprenderão a identificar os comportamentos comuns daqueles que possuem atraso de fala e linguagem, não escutam bem o professor e os colegas de classe e não respiram corretamente pelo nariz.

Impacto na saúde 
Segundo o dirigente da ABORL-CCF, Renato Roithmann, o aprendizado e desenvolvimento global da criança são afetados significativamente quando há alterações de respiração, da audição, da linguagem e do sono.  Mas todas essas consequências podem ser evitadas ou mesmo revertidas, se tratadas a tempo. Professores podem ajudar nesse processo, reconhecendo sinais e chamando a atenção dos pais para que procurem o médico otorrinolaringologista para uma avaliação correta. 

“É importante que os profissionais da área da educação infantil estejam familiarizados com essas alterações e atentos para alertar os responsáveis da criança para a necessidade de uma avaliação médica o quanto antes. Atuar também com um olhar da saúde é mais uma forma de proporcionar um futuro melhor para as crianças”, afirma Roithmann. 

Os profissionais da educação que participarem do evento também receberão uma cartilha educativa com situações reais que representam um alerta para a necessidade de uma avaliação especializada. 

Além do Rio de Janeiro, outras capitais do Brasil já receberam o projeto. Entre elas estão Brasília, Goiânia e Porto Alegre.
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