24/06/2022 às 16h35min - Atualizada em 25/06/2022 às 16h41min

Dia Mundial de Prevenção de Quedas é alerta para o cuidado com idosos

Especialistas em geriatria e fisioterapia da Cora Residencial Senior e da Clínica Sainte-Marie orientam sobre riscos e dão dicas de prevenção

SALA DA NOTÍCIA Cora Residencial Senior e Clínica Sainte - Marie
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Divulgação

Uma em cada três pessoas com mais de 65 anos já sofreu uma queda, de acordo com o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia, ligado ao Ministério da Saúde.

Criado pela Organização Mundial da Saúde, o Dia Mundial de Prevenção de Quedas, celebrado nesta sexta-feira, 24 de junho, chama a atenção para esse problema, que é comum entre a população idosa.

A médica geriatra da Cora Residencial Senior, Marina Miragaia, explica que o processo de envelhecimento reúne fatores que classificam os idosos como um grupo mais vulnerável a incidentes. “A diminuição da visão, redução da massa muscular e problemas que afetam o sistema motor e o equilíbrio são alguns deles”, afirma.
Uma queda pode impactar significativamente a qualidade de vida do idoso. Há riscos de lesões leves ou traumas ortopédicos graves, gerando complicações a longo prazo, como a possibilidade de ficar acamado, dependente, ter a sua mobilidade reduzida ou, ainda, passar a viver com dores frequentes. Em alguns casos, cair também pode ser fatal.  

“Além dos impactos à saúde física, pode haver consequências psicológicas, como o medo de cair constantemente, insegurança de ficar sozinho, a tendência de isolamento e solidão, e até o surgimento de depressão”, esclarece a profissional da instituição de longa permanência para idosos com quatro unidades em São Paulo.


Complicações e cuidados

A cada 20 idosos que tiveram uma queda, um sofre fratura ou necessita de internação, segundo estimativas do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia.

Passar por uma cirurgia exige preparação prévia e cuidados após o procedimento. Além disso, é uma fase em que o idoso se torna dependente para atividades básicas de vida diária, necessitando de espaço adaptado, assistência de profissionais de saúde e maior dedicação e apoio de cuidado.

“Caso o papel de cuidar seja desempenhado pela família, ela deverá reestruturar toda a sua rotina em função da recuperação ou adaptação do idoso após a queda”, destaca a fisioterapeuta Michelle Mantovanelli, da Clínica Sainte-Marie, empresa especializada em tratamentos para reabilitação e transição.

Idosos com uma vida mais ativa têm uma recuperação mais rápida e menor risco de complicações após uma cirurgia. Mas a presença de comorbidades, síndromes demenciais ou outros tipos de problemas de saúde também pode influenciar na reabilitação.

“No pós-operatório, o fisioterapeuta dispõe da ajuda de equipamentos que utilizam correntes elétricas de baixa frequência que promovem a cicatrização dos tecidos, diminuem o surgimento de cicatrizes ou aderências, reduzem ou eliminam dores, edemas e hematomas. É fundamental procurar ajuda para retomar as habilidades naturais que acabam sendo comprometidas por conta do trauma sofrido”, alerta Michelle.

Quando a fisioterapia não é feita nesse período pós-cirúrgico, as dificuldades para recuperar habilidades motoras aumentam, e o paciente idoso fica mais propenso a ter complicações como: contratura muscular, rigidez articular, trombose venosa, entre outras.

Prevenção

Para evitar quedas, é importante ter uma alimentação balanceada para essa fase da vida, fazer exames preventivos e ter acompanhamento médico. “Também é essencial que o idoso pratique as atividades físicas que colaborem para manter a sua composição muscular e trabalhem o fortalecimento, melhorando, assim, a capacidade de locomoção, mobilidade e estabilidade do corpo”, complementa a geriatra Marina.  

Atenção ao ambiente domiciliar

Além da atenção à saúde, alguns cuidados em casa também devem ser tomados para deixar o ambiente mais seguro, confortável e que permita maior mobilidade. As dicas dos fisioterapeutas da Clínica Sainte-Marie são:
 
  • Retirar ou fixar tapetes nos cômodos;
  • Evitar encerar o chão, pois isso o deixa escorregadio;
  • Manter o uso de aparelho auditivo, óculos, dispositivos de locomoção (andador, bengala, muletas) e de higiene pessoal (cadeira de banho ou banco próprio);
  • Fazer uso de calçados baixos, com solado antiderrapante e que dão estabilidade para a articulação do tornozelo. O uso de chinelo com meias ou pantufas deve ser evitado;
  • Atentar-se à iluminação da casa, se possível manter a abertura de cortinas e a instalação de luz com sensor;
  • Não deixar fios soltos ou objetos pelo caminho de circulação;
  • Instalar corrimãos nas escadas e evitar deixar objetos soltos nos degraus;
  • Colar fitas antiderrapantes nos degraus das escadas e na parte interna do box do banheiro;
  • Instalar barras de segurança em corredores, próximo ao chuveiro e ao vaso sanitário.

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