01/08/2022 às 08h58min - Atualizada em 01/08/2022 às 09h12min

Ex-secretária de Direitos Humanos em SP, Claudia Carletto, é oficializada pelo PSDB como candidata a deputada federal

Se eleita, a jornalista quer defender em Brasília, Direitos Humanos, ações de enfrentamento à violência contra a mulher, inclusão de gêneros e de pessoas com deficiência.

Redação
Divulgação/Arquivo Pessoal
O PSDB oficializou neste sábado, dia 30, a jornalista Claudia Carletto, de 45 anos, como candidata a deputada federal, em Brasília, representando São Paulo nas Eleições do dia 2 de outubro. Claudia é filiada a sigla desde 1994. É ex- secretária municipal de Direitos Humanos e Cidadania da Prefeitura de São Paulo entre dezembro de 2019 e abril de 2022. 
 
Aqui um vídeo em que Claudia conta um pouco sobre sua história: https://drive.google.com/file/d/16n0R3JxUWdfcRw68cCb4wbXfjUzdAHd3/view?usp=drivesdk
 
Quem é
 
Nascida em Santa Adélia, em 28 de agosto de 1976, região de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, Claudia é jornalista formada pela Faculdade Cásper Líbero e pós-graduada em Marketing Político pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Possui mestrado em Cidades Inteligentes e Sustentáveis (PPG-CIS) pela UNINOVE. 
 
Começou a exercer atividade política na então recém-criada Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida da Prefeitura de São Paulo de 2005 a 2007. Foi quando iniciou seu relacionamento com ex-deputada e senadora Mara Gabrilli, que na época foi convidada pelo prefeito José Serra para ser a primeira secretária Municipal da Pessoa com Deficiência no Brasil. "Claudia Carletto, que vejo como um dos maiores talentos do PSDB atualmente, representa um frescor necessário na política brasileira. É um quadro da maior qualidade e consistência - sei porque conheço de perto seu trabalho - para somar em nossa luta pela inclusão, pelo olhar para as pessoas de uma forma digna, humana e zelosa. Estou certa de que ela fará a diferença no Congresso Nacional, a quem terei como grande parceira. Tem meu total apoio", disse a senadora Mara Gabrilli. 
 
Mara Gabrilli
 
Atuou como chefe de gabinete da senadora Mara Gabrilli (PSDB) na Câmara Federal até 2012. Em 2015 e 2016 foi Diretora de Comunicação da Assembleia Legislativa de São Paulo, sendo responsável pela reformulação das atividades da TV Alesp e revisão da grade de programação que, somadas, trouxeram o foco do veículo para a prestação de serviços ao cidadão. Entre 2017 e 2018 foi chefe de gabinete na Câmara Municipal de São Paulo.
 
Pandemia e a cidade de São Paulo
 
Em 2018, foi convidada a participar da gestão de Bruno Covas na Prefeitura de São Paulo como secretária-executiva adjunta de Políticas para Mulheres da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania, implantando e gerindo políticas públicas para as mulheres até 2019, quando assume a Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania da capital.
 
Pouco mais de três meses de receber a nova tarefa de cuidar dos Direitos Humanos na capital, Carletto enfrentou os imensos desafios impostos pela pandemia da Covid-19, voltando a atuação da Secretaria para criar mecanismos de proteção aos direitos das vítimas de violência doméstica.


Através de equipamentos diversos, como Casa da Mulher Brasileira, Centro de Referência e Atendimento para Imigrantes (CRAI), Centro de Cidadania LGBTI Laura Vermont (Zona Leste), Centro de Referência LGBTI Luana Barbosa dos Reis (Zona Norte), Centro de Cidadania LGBTI Edson Neris (Zona Sul), Centro de Referência de Diversidade Brunna Valin (CRD-Centro) e Casa de Acolhimento Provisório de Curta Duração Rosângela Regio (Casa de Passagem), a Pasta prestou mais de 140 mil atendimentos.
(Fonte: Painel de Monitoramento da Rede de Serviços de Direitos Humanos, disponível em https://datastudio.google.com/u/1/reporting/2c2d2ea3-a97f-4b37-b329-412cda6b9440/page/k1GJB)
 
Enfrentamento da violência contra a mulher
 
Os dados disponíveis no Painel de Monitoramento da Rede de Serviços de Direitos Humanos permitiram à equipe traçar o perfil socioeconômico das mulheres vítimas de violência na cidade de São Paulo, para subsídio de políticas públicas.
“Muitas mulheres sofrem caladas por anos e anos, seja por falta de informação, de apoio da própria família, seja por dependência econômica ou pelos laços que têm com o agressor", ressalta Claudia Carletto. "A mulher apanha em qualquer lugar, em qualquer classe social, sem motivos. "A violência não está na prerrogativa da mulher e sim na própria estrutura social".
Claudia apresentou em 2021 estudo com o perfil das mulheres agredidas em São Paulo e que buscaram atendimentos na capital. Pelo levantamento, a maioria daqueles que buscam ajuda tem escolaridade média, são solteiras, têm entre 30 e 49 anos e ganham até dois salários mínimos.

Para Claudia, o levamento mostra que as mulheres com menos informação e menor escolaridade ficam mais vulneráveis à violência e procuram com menor frequência os serviços de ajuda.
"A violência contra a mulher acontece de diferentes formas e em diferentes graus, e como mecanismo de combate foi criado o violentômetro, justamente para ajudar nós, mulheres, a identificarmos cada ciclo da violência doméstica, inclusive os sinais mínimos, que exigem atenção".
O material didático contribui para que mulheres reconheçam o momento de pedir socorro, além de listar 27 comportamentos violentos, que vão de piadas ofensivas até a mutilação e a morte, passando pelo controle e proibição. "É preciso cuidado desde o menor sinal porque a violência contra a mulher tende a aumentar", alerta Claudia. 

Segundo a ONU Mulheres, a violência contra mulheres aumentou cerca de 20% no período da pandemia. Somente em 2021, a Prefeitura de São Paulo registrou mais de 42 mil atendimentos em seus postos de acolhimento, um aumento de 75% em relação à 2020.
 
 
Segurança Alimentar
 
Também com o início da pandemia, a atuação da Secretaria voltou-se especialmente para garantir segurança nutricional e alimentar às milhares de pessoas que viviam nas ruas. Entre as ações desenvolvidas pela pasta no período está o Cidade Solidária, que previa a entrega de cestas básicas e de higiene por meio de doações de pessoas físicas e jurídicas. Até o final de 2021, foram entregues cerca de 6,1 milhões de cestas básicas e oferecidas 8,1 milhões de refeições. Além disso, sua pasta criou o Rede Cozinha Cidadã PoPRua, iniciativa com o objetivo de oferecer refeições a pessoas em situação de rua ao mesmo tempo que contribuía para a manutenção dos restaurantes afetados pelas medidas emergenciais. Pesquisa sobre o impacto da medida entre os restaurantes cadastrados apontou que 70% destes estabelecimentos só conseguiram manter o negócio graças aos recursos do Programa Cozinha Cidadã.

 
Inclusão

A primeira experiência de Claudia Carletto foi na Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, pasta recém-criada que colocou o tema da inclusão e dos direitos das pessoas com deficiência na pauta dos gestores municipais. “A equipe se debruçou nas questões da população de rua por conta da alta vulnerabilidade", conta. "Abrimos equipamentos de acolhimento noturno, instalamos banheiros no centro da capital, distribuímos marmitas", descreve Claudia. "No momento em que fechou a cidade, essas pessoas começaram a passar fome, e fomos impulsionados a criar soluções inovadoras, nos esforçando para sermos exemplo em várias frentes”.
 
Guerra na Ucrânia

Com a pandemia da Covid-19 sob controle, o mundo passou a viver sob outra grave ameaça: a invasão russa sobre a Ucrânia. Em março deste ano, Claudia Carletto esteve na ONU, em Genebra, acompanhando a senadora Mara Gabrilli onde participou de encontros das autoridades brasileiras e membros do Alto-comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) discutindo a entrada de suprimentos e ajuda humanitária à Ucrânia. Como representante da Prefeitura de São Paulo nessas discussões, Claudia reforçou o apoio da capital para as operações na fronteira com a Ucrânia e a disposição de acolher refugiados do conflito na cidade de São Paulo.
 
 
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