03/08/2022 às 10h41min - Atualizada em 04/08/2022 às 00h45min

Pandemia aumentou preocupação das empresas com segurança digital, diz estudo da Iron Mountain

Pesquisa realizada pela Economist Impact revelou que o risco de ataques cibernéticos e violações de dados ainda é o maior medo das lideranças

SALA DA NOTÍCIA Redação

De acordo com uma pesquisa realizada pela Economist Impact encomendada pela Iron Mountain, líder global em armazenamento inovador, infraestrutura de data center, gerenciamento de ciclo de vida de ativos e serviços de gerenciamento de informações, a segurança cibernética é uma das principais prioridades para 33% das principais lideranças das empresas.

A transformação digital imposta pela pandemia da Covid-19 trouxe grandes avanços como a quantidade e qualidade de bens e serviços, melhorias de produtividade com o home office, inclusão de pessoas excluídas por localização ou condições sociais no mercado financeiro, entre outros pontos. No entanto, alguns aspectos negativos também vieram à tona.

Um deles foi a proliferação na coleta e armazenamento de dados pessoais, levantando questões de confiança e riscos de uso indevido por corporações antiéticas. O roubo fraudulento de dados pessoais tem sido uma característica crescente do mundo digital há pelo menos três décadas e, à medida que as organizações tornam seus dados mais seguros e os reguladores reprimem as más práticas, os fraudadores estão aumentando a sofisticação de seus ataques.

A Covid-19 e a adoção acelerada do trabalho remoto aumentaram a ameaça à segurança de dados, pois o uso de redes maiores e gerenciadas fora do ambiente controlado dos escritórios corporativos tornou- se mais comum. Em uma era de trabalho híbrido, proteger os computadores, laptops e dispositivos móveis de sua equipe é uma prioridade.

Antes da pandemia, a maioria das organizações já estava implementando medidas de governança e segurança de dados, com 54% relatando investimentos em monitoramento de riscos cibernéticos e 56% tendo registros físicos digitalizados para facilitar o acesso e a segurança. Desde então, o investimento acelerou: 48% das organizações relataram aumentar o investimento em proteção de dados de trabalho híbrido e aplicativos de segurança.

As empresas que ainda não evoluíram adequadamente na área de tecnologia são minoria: 14% delas ainda precisam centralizar as operações com total visibilidade de todos os sistemas de informação e 12% ainda precisam desenvolver um plano de recuperação de desastres ou continuidade de negócios para seus sistemas digitais. E um em cada dez entrevistados ainda não oferece treinamento para melhorar o conhecimento de dados de seus funcionários.

De acordo com Orlando Souza, vice-presidente, Country General Manager da Iron Mountain no Brasil, o avanço da tecnologia facilita muitas tarefas rotineiras e melhora o trabalho híbrido: “A implementação de plataformas tecnológicas com o armazenamento de documentação, comunicação e produtividade na nuvem, assim como a integração e gerenciamento da força de trabalho, apoiam experiências híbridas de funcionários e aumentam a colaboração entre as unidades de negócios. Centralizadas e unificadas, essas práticas tornam as organizações mais resilientes a possíveis interrupções”.

Foram entrevistados 611 executivos seniores de quatro regiões: América do Norte e América Latina, Europa e APAC, que compreende países da Ásia e Oceania. As empresas foram divididas em quatro setores: serviços financeiros; ciências da saúde e da vida; energia (incluindo petróleo e gás) e o setor público.


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