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Nova diretriz muda tratamento da tireoide na gestação

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© Fotorech/Pixabay

Recentes atualizações nas diretrizes médicas trouxeram mudanças significativas para o tratamento da tireoide em gestantes. Baseadas em três grandes estudos, as novas recomendações indicam que gestantes com anticorpos contra a tireoide positivos (anti-TPO), mas com funcionamento normal da glândula, não devem mais ser submetidas ao tratamento preventivo com hormônios sintéticos. Essa mudança é fruto de uma análise que evidenciou a falta de eficácia desse tratamento na redução de riscos como abortamento ou parto prematuro.

Alterações nas recomendações médicas

A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, juntamente com a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, atualizou suas diretrizes para o diagnóstico e tratamento das alterações da tireoide durante a gestação. As mudanças são baseadas em diretrizes americanas publicadas recentemente, substituindo orientações que estavam em vigor desde 2017. O anúncio foi feito no 37º Congresso Brasileiro de Endocrinologia e Metabologia, no Rio de Janeiro.

Entendendo o novo protocolo

O novo protocolo destaca que gestantes com anti-TPO positivo, mas com níveis normais de hormônios T4, não devem usar levotiroxina como medida preventiva. Esta decisão foi tomada com base em estudos que indicam que a presença de anticorpos por si só não justifica o uso de hormônios se a função tireoidiana está normal. No entanto, a atividade da glândula continuará sendo monitorada devido ao risco aumentado de desenvolvimento de hipotireoidismo durante a gestação.

Rastreamento e hipóteses de tratamento

O Brasil optou por manter o rastreamento precoce de todas as gestantes, em contraste com a diretriz americana que sugere o rastreamento apenas em mulheres com fatores de risco. Essa abordagem tem como objetivo garantir que nenhuma alteração passe despercebida. Especialistas apontam que o rastreamento seletivo, baseado em idade, obesidade e número de gestações anteriores, pode falhar em identificar casos sem esses fatores de risco.

Hipotireoidismo subclínico

Outra alteração significativa refere-se ao tratamento do hipotireoidismo subclínico, caracterizado por níveis elevados de TSH, mas com T4 livre normal. Agora, o tratamento com levotiroxina é indicado no primeiro trimestre se o TSH estiver entre 4,0 e 10 mUI/L. Se o diagnóstico ocorrer após a 12ª semana, a recomendação é monitorar a função tireoidiana ao invés de iniciar o tratamento, a menos que o TSH ultrapasse 10 mUI/L.

Impacto e perspectivas futuras

Essas novas orientações visam personalizar o tratamento das gestantes, evitando o uso desnecessário de medicamentos e focando somente em casos que realmente necessitam de intervenção. O subcoordenador do Departamento de Tireoide da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, Cleo Mesa Júnior, ressalta a importância de decisões baseadas nos níveis hormonais e no estágio da gestação, sem comprometer a saúde materno-fetal.

As mudanças também refletem um esforço contínuo na comunidade médica para adaptar práticas que melhor atendam as necessidades específicas de gestantes, garantindo um acompanhamento mais eficaz e seguro. Para mais atualizações sobre saúde e bem-estar, continue acompanhando o RP News, seu portal de informações de qualidade e relevância.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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