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Olho seco: uso excessivo de telas entre crianças reduz ato de piscar

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© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O uso constante de telas, como celulares e tablets, por crianças e adolescentes está se tornando uma preocupação crescente para especialistas em saúde ocular. Esse hábito, cada vez mais comum, pode reduzir a frequência do ato de piscar, resultando em um problema conhecido popularmente como olho seco. A condição tem sido observada com frequência em consultórios de oftalmologia pediátrica e pode afetar significativamente a qualidade de vida dos jovens.

O que é olho seco?

O olho seco é caracterizado por uma lubrificação inadequada na superfície ocular, que pode ser causada pela produção insuficiente de lágrimas ou pela sua evaporação excessiva. Os sintomas mais comuns incluem sensação de areia nos olhos, ardência, coceira, vermelhidão e visão embaçada. Esses sintomas podem ser agravados pelo uso prolongado de telas, que diminui a frequência com que piscamos, essencial para a distribuição uniforme da película lacrimal.

Impacto do uso de telas

Durante o 70º Congresso Brasileiro de Oftalmologia, realizado em Salvador, a oftalmologista Ana Paula Silverio destacou que a proximidade das telas dos celulares e tablets aos olhos pode reduzir a frequência do piscar, levando à evaporação das lágrimas. Esse fenômeno é particularmente preocupante entre adolescentes, que frequentemente utilizam esses dispositivos em ambientes com pouca iluminação, como seus quartos.

Ana Paula explica que muitos pais relatam em consultórios que seus filhos começaram a piscar mais ou sentir desconforto ocular. A constatação é que os jovens passam muito tempo em frente às telas, tanto na escola quanto em casa, o que dificulta o controle do tempo de exposição. Esse comportamento é exacerbado pelo uso do celular durante atividades recreativas, aumentando o risco de desenvolvimento de problemas oculares.

Recomendações para reduzir os riscos

A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que o tempo de uso de telas não ultrapasse duas horas diárias para crianças acima de seis anos e adolescentes. Ana Paula Silverio enfatiza a necessidade de conscientizar tanto os jovens quanto os pais sobre os riscos do uso excessivo de dispositivos eletrônicos. Embora seja difícil eliminar completamente o uso dessas ferramentas na era digital, é crucial buscar um equilíbrio que preserve a saúde ocular dos jovens.

Iniciativas como campanhas de conscientização e a implementação de pausas regulares durante o uso de dispositivos podem ajudar a mitigar os efeitos negativos. Além disso, estimular atividades ao ar livre e momentos de lazer sem o uso de telas pode ser uma forma eficaz de diminuir a exposição e promover hábitos mais saudáveis.

A importância da informação

A discussão sobre o uso excessivo de telas e suas consequências para a saúde ocular é um tema de relevância crescente no Brasil e no mundo. Com o avanço da tecnologia e a crescente dependência de dispositivos eletrônicos, é essencial que pais, educadores e profissionais de saúde estejam informados sobre os riscos e as formas de prevenção. Continue acompanhando o RP News para se manter atualizado sobre este e outros temas importantes, reafirmando nosso compromisso com a informação de qualidade e a diversidade de assuntos abordados.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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