A osteoporose é uma doença silenciosa e frequentemente subestimada, caracterizada pela diminuição da densidade óssea e deterioração da estrutura dos ossos, o que eleva significativamente o risco de fraturas, mesmo em quedas leves. Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, mais de 33 milhões de brasileiros com idade superior a 60 anos convivem com a condição, e as projeções indicam que até 2030 esse número pode ultrapassar 40 milhões.
Influência hormonal na osteoporose
Os hormônios desempenham um papel crucial na proteção da massa óssea. Conforme explica o professor Diogo Domiciano, especialista em Reumatologia da USP, nas mulheres, a queda dos níveis de estrogênio pós-menopausa é um fator significativo para o desenvolvimento da osteoporose. Este hormônio é vital para a manutenção da densidade óssea, e sua redução deixa as mulheres mais suscetíveis à doença a partir dos 50 anos. Nos homens, a proteção óssea está associada à testosterona, cuja diminuição ocorre mais tarde, por volta dos 70 anos.
Densitometria óssea: diagnóstico precoce
A osteoporose é frequentemente chamada de doença silenciosa, pois muitas pessoas só descobrem sua presença após uma fratura. A densitometria óssea é o exame de escolha para detectar precocemente a perda de massa óssea. Recomenda-se que mulheres a partir dos 65 anos e homens a partir dos 70 realizem este exame, mesmo sem histórico de fraturas. Indivíduos mais jovens também devem considerar a avaliação se apresentarem fatores de risco, como histórico familiar, tabagismo, consumo de álcool ou uso de corticoides.
Reconhecendo os sinais e sintomas
Diferente de outras condições reumáticas como artrose e artrite, que causam dor nas articulações, a osteoporose raramente apresenta sintomas perceptíveis. Um sinal comum é a fratura óssea após um esforço leve ou uma redução na altura corporal entre 2 cm a 3 cm, indicando uma possível fratura vertebral. Nestes casos, uma radiografia pode confirmar o diagnóstico e desencadear o início do tratamento adequado.
Fraturas e suas complicações
A fratura de quadril é uma das consequências mais graves da osteoporose, especialmente em idosos. Seu tratamento geralmente requer cirurgia para implantar uma prótese, e a recuperação pode ser longa e complexa, com riscos de complicações como trombose e pneumonia, além de perda de massa muscular. O primeiro ano após a fratura é crítico, com cerca de 80% dos pacientes não recuperando completamente sua independência funcional.
Genética e estilo de vida: fatores determinantes
A massa óssea é influenciada principalmente por fatores genéticos, que representam cerca de 70% do total. Contudo, o estilo de vida também desempenha um papel significativo. Hábitos saudáveis desde a infância, como uma dieta rica em cálcio e a prática regular de exercícios físicos, são fundamentais para alcançar e manter uma boa densidade óssea. Pessoas com histórico familiar de baixa massa óssea devem estar especialmente atentas a esses fatores para prevenir a osteoporose.
A osteoporose, embora silenciosa, representa um desafio significativo para a saúde pública devido à sua alta prevalência e impacto na qualidade de vida dos idosos. É crucial que as pessoas estejam informadas sobre os fatores de risco e as medidas preventivas adequadas. Acompanhe o RP News para mais informações sobre saúde e outros temas relevantes, com nosso compromisso contínuo de fornecer notícias de qualidade e atualizadas.
Fonte: https://www.agenciasp.sp.gov.br