O pai do bebê de um ano, que morreu após a ambulância em que estava ser atingida por um carro e tombar, criticou a falta de cadeirinha ou bebê conforto no transporte da criança durante o transporte no dia 15 de maio no bairro São Tomaz, em São José do Rio Preto (SP).
De acordo com o boletim de ocorrência, a ambulância em que estavam a mãe e o bebê foi atingida pelo carro. Com o impacto, os dois foram arremessados para fora do veículo. O motorista do carro, que não apresentava sinais de embriaguez, disse à polícia que não conseguiu frear a tempo de evitar a colisão.
Miguel Costa Silva e a mãe dele, de 33 anos, foram socorridos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levados ao Hospital de Base. A mulher foi levada inconsciente com vários cortes na cabeça e hematomas, e ficou internada até a quinta-feira (21). A morte do bebê foi constatada pela equipe médica. Miguel era o caçula de três filhos.
Em entrevista ao g1, o pai da criança, o operador de máquina Lucas Costa da Silva, 34 anos, disse que o filho fazia tratamento desde o nascimento no Hospital da Criança e Maternidade (HCM), onde era aplicada a medicação que usava devido a um problema raro de saúde.

Por isso, a família utilizava todas as sextas-feiras o transporte da Central de Remoções para ir até o hospital, já que Miguel dependia de aparelhos e da traqueostomia para respirar. Diante disso, o pai questionou as condições de segurança para o transporte das crianças dentro da ambulância.

Fonte: G1 Rio Preto