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Perdão de dívidas de MEIs terá impacto fiscal, mas redução de custos

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© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O projeto de lei complementar que visa o perdão de dívidas dos microempreendedores individuais (MEIs) promete causar um impacto fiscal significativo, estimado em R$ 3,04 bilhões entre 2027 e 2029. A informação foi divulgada pelo Ministério da Fazenda na noite da última terça-feira (13). A proposta, que já está sendo analisada pelo Congresso Nacional, inclui débitos inscritos na Dívida Ativa da União e busca beneficiar milhões de pequenos empreendedores em todo o Brasil.

Contexto e justificativa da medida

Segundo o Ministério da Fazenda, a renúncia fiscal será distribuída ao longo de três anos, abrangendo o valor principal das dívidas, além de juros, multas e encargos legais, desde que os débitos tenham sido inscritos até 13 de outubro de 2026. A justificativa para o projeto destaca os altos custos administrativos associados à cobrança desses débitos e a baixa perspectiva de recuperação dos valores, o que torna a medida mais vantajosa para o governo.

O governo argumenta que concentrar esforços na cobrança de débitos com maior possibilidade de recuperação será mais eficiente, além de proporcionar um alívio financeiro significativo para os pequenos empreendedores. Essa abordagem está alinhada com a estratégia de incentivo ao empreendedorismo e ao fortalecimento dos pequenos negócios, que são fundamentais para a economia nacional.

Impacto financeiro e distribuição

A medida, ao dispensar a adoção de compensações pela renúncia fiscal, estabelece uma exceção à regra que limita a criação de novas renúncias de receita a partir de 2027. O impacto fiscal estimado é de R$ 1,12 bilhão em 2027, R$ 1,01 bilhão em 2028 e R$ 909 milhões em 2029, totalizando uma redução de R$ 3,04 bilhões na arrecadação federal.

Dívidas acumuladas e recuperação

Atualmente, os MEIs acumulam aproximadamente R$ 12,86 bilhões em débitos inscritos na Dívida Ativa da União, envolvendo cerca de 3,67 milhões de devedores. Deste montante, R$ 11,05 bilhões são considerados créditos de difícil recuperação ou irrecuperáveis. O valor recuperável dos créditos abrangidos pela medida é estimado em cerca de R$ 916 mil, destacando a necessidade de uma abordagem prática e realista para a resolução do problema.

Regras e condições para o perdão

Para se beneficiarem do perdão, os microempreendedores devem cumprir algumas condições: ter dívidas inscritas até 13 de outubro de 2026, manter os pagamentos mensais em dia durante os seis meses subsequentes ao início da vigência da lei e renunciar a disputas judiciais contra a União relativas aos débitos. Caso o beneficiário volte a ficar inadimplente, o perdão será anulado. A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) será responsável por regulamentar os procedimentos de acesso ao benefício.

Próximas etapas e expectativas

Para que o projeto entre em vigor, ele ainda precisa ser aprovado pelo Congresso Nacional. A expectativa é que, uma vez aprovado, a lei comece a valer a partir de 1º de janeiro de 2027. No Brasil, atualmente existem 17,56 milhões de MEIs ativos, dos quais mais de 3,6 milhões enfrentam débitos na Dívida Ativa da União. O impacto positivo desta medida sobre a saúde financeira dos pequenos empreendedores é aguardado com esperança, numa tentativa de fortalecer a base econômica do país.

O RP News seguirá acompanhando o desenrolar desse projeto de lei, oferecendo informações atualizadas e análises aprofundadas sobre suas implicações para os microempreendedores e a economia nacional. Continue nos acompanhando para se manter informado sobre este e outros temas relevantes.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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