O Governo de São Paulo apresentou, na quinta-feira (15), um ambicioso pacote de 181 ações integradas, planejadas em parceria com 50 instituições, com o objetivo de preparar o estado para os desafios impostos pelas mudanças climáticas. O investimento previsto é de R$ 29 bilhões até 2029, com foco em fortalecer a resiliência dos municípios paulistas. Este esforço faz parte do Plano Estadual de Resiliência às Mudanças Climáticas (PEARC), desenvolvido pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (SEMIL).
O pioneirismo de São Paulo na adaptação climática
O estado de São Paulo se destaca por ser pioneiro na incorporação do monitoramento da adaptação climática em seu planejamento de longo prazo. Segundo Natália Resende, secretária de Estado de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, o PEARC é um instrumento estratégico que busca orientar e acompanhar ações necessárias para reduzir vulnerabilidades e fortalecer a resiliência do território paulista.
Alinhamento internacional e parcerias
Para a elaboração do PEARC, o governo paulista contou com o apoio da Agência de Cooperação Técnica Alemã, GIZ, garantindo que o plano esteja em sintonia com o programa São Paulo Sempre Alerta. Este programa visa enfrentar eventos climáticos extremos, como o fenômeno El Niño, que tem potencial para causar impactos significativos na região.
Consolidação das medidas e temas prioritários
A construção das medidas do PEARC considerou contribuições do Conselho Estadual de Mudanças Climáticas (CEMC). Entre os temas prioritários, destacam-se o fortalecimento da agenda climática local, o desenvolvimento de novas soluções tecnológicas para a gestão de riscos e o aprofundamento de medidas em áreas urbanas e de saúde, especialmente em face das ondas de calor e preocupações com a segurança hídrica.
Principais eixos do plano
O PEARC organiza suas ações em frentes que abordam desafios como temperaturas elevadas, ondas de calor, baixa umidade, impactos na disponibilidade hídrica, incêndios florestais e chuvas intensas. As medidas transversais abrangem áreas como biodiversidade, saúde, infraestrutura, habitação, proteção social, agricultura e educação, além de apoio aos municípios.
Iniciativas específicas
Para enfrentar o calor extremo, o plano sugere a ampliação de áreas verdes, criação de mini florestas urbanas e estratégias educacionais para lidar com episódios de calor intenso. Na prevenção de incêndios florestais, 36 medidas foram reunidas para reduzir riscos e combater o fogo, proteger a biodiversidade e cuidar da saúde da população, através do programa São Paulo Sem Fogo.
Investimentos robustos para infraestrutura e segurança hídrica
No combate a chuvas intensas, inundações e deslizamentos, o governo investiu mais de R$ 1 bilhão em piscinões e R$ 1,7 bilhão em desassoreamento de rios e córregos, através dos programas IntegraTietê e Rios Vivos. Para garantir a segurança hídrica, destacam-se as construções das barragens de Pedreira e Amparo, beneficiando 5,5 milhões de pessoas, além de um investimento de R$ 9 bilhões pela Sabesp para reduzir perdas e ampliar o abastecimento.
Integração com educação, habitação e mobilidade
O plano também contempla ações na educação, como a climatização de salas de aula, e na habitação, com reassentamento de famílias em risco. Na agricultura, medidas são tomadas para auxiliar produtores, enquanto a mobilidade urbana se prepara para enfrentar riscos climáticos, com estudos sobre os impactos dos eventos extremos sobre a saúde populacional.
O secretário-chefe da Casa Militar e coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil, Coronel PM Araújo Monteiro, enfatiza que o objetivo principal do PEARC é proteger a população, reduzir vulnerabilidades e preservar a infraestrutura essencial. Para acompanhar as atualizações deste e de outros importantes temas, continue acompanhando o RP News, que se compromete a oferecer informação de qualidade e relevante para seus leitores.