Uma investigação conjunta da Polícia Ambiental e da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) busca esclarecer a causa da mortandade de peixes no Rio São José dos Dourados, na cidade de Meridiano, interior paulista. A situação alarmante, com grande quantidade de peixes mortos encontrados às margens e no leito do rio, teve início na última sexta-feira e despertou a preocupação de pescadores locais.
A coloração turva da água e o forte odor presente no rio levantam suspeitas de contaminação por vinhaça, um subproduto da produção de álcool e açúcar. Amostras da água foram coletadas e encaminhadas para análise laboratorial, visando determinar a origem da poluição.
“Sentimento de luto, é uma perda muito grande, é uma judiação ver esse tanto de peixe morto, de onde muitos pescadores vêm e tiram seu sustento. Muito triste”, declarou a pescadora Aline Morandini, expressando a consternação da comunidade.
Durante vistorias realizadas no fim de semana, a Cetesb identificou o rompimento de uma tubulação pertencente a uma usina de álcool e açúcar na região. A Polícia Ambiental confirmou ter sido acionada e informou que o caso foi encaminhado ao Ministério Público e à Cetesb para as devidas providências.
A usina COFCO International, apontada como possível responsável pelo vazamento, confirmou o rompimento de uma adutora na sexta-feira, mas alega que o incidente foi rapidamente controlado. A empresa contesta a relação entre o vazamento e a mortandade de peixes, alegando que os primeiros registros de peixes mortos datam de 15 de outubro.
A situação é particularmente preocupante devido à proximidade do período da piracema, que tem início em 1º de novembro. A piracema é a época de reprodução dos peixes, tornando-os ainda mais vulneráveis aos impactos ambientais.
Fonte: g1.globo.com