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Racismo Persiste: Locais de Trabalho Concentram 30% das Denúncias no Brasil

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© Fernando Frazão/Agência Brasil

O ambiente de trabalho desponta como o principal palco de denúncias de racismo e injúria racial no Brasil, conforme um levantamento recente. A análise de 4.838 decisões judiciais publicadas entre janeiro e outubro identificou que 30% delas, totalizando 1.407 casos, estão relacionadas a incidentes ocorridos em locais de trabalho.

Em 1.113 dessas ocorrências, o conflito envolveu diretamente empregadores e empregados. Apenas agressões cometidas por desconhecidos superam esse número, com 1.291 decisões.

Espaços públicos figuram como o segundo ambiente com maior incidência, registrando 974 casos. Estabelecimentos comerciais aparecem em seguida, com 805 decisões no período examinado.

O estudo aponta que 39,5% das decisões resultaram em condenações na esfera criminal, alcançando um total de 1.910 casos. A análise abrangeu uma base de 7 bilhões de documentos jurídicos públicos.

Dados de 2024 revelam a persistência do problema: foram registrados 18,2 mil casos de injúria racial e 18.923 de racismo no país.

No âmbito legislativo, houve avanço com a aprovação de um projeto que visa aumentar a pena para injúria racial quando a vítima é mulher ou idoso. Dos 1.407 casos registrados em ambientes de trabalho, 554 envolvem vítimas do sexo feminino, 239 do sexo masculino, e em 613 casos o gênero não pôde ser identificado com base nas informações disponíveis nas decisões. A pena atual, que varia de dois a cinco anos de reclusão, acrescida de multa, poderá ser aumentada de um a dois terços se o crime for cometido contra mulheres ou idosos.

Os dados destacam a urgência de políticas públicas eficazes para combater práticas discriminatórias em ambientes profissionais e outros espaços de convivência em todo o país.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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