PUBLICIDADE

[labads id='2']

Revisão nas taxas de importação de eletrônicos busca proteger indústria sem impacto nos preços

Teste Compartilhamento
© Arquivo/Agência Brasil

A **política industrial** brasileira registrou um movimento estratégico com a recente decisão do governo federal de **revisar as tarifas de importação** de uma série de **eletrônicos** e **smartphones**. Aprovada pelo Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex), ligado à Camex, a medida visa proteger a **produção nacional** sem onerar o consumidor. A promessa é de impacto “praticamente nulo” nos **preços ao consumidor**, com um acréscimo estimado em apenas 0,04%. Em um cenário econômico desafiador, a iniciativa busca um equilíbrio entre a competitividade do mercado e o estímulo à **indústria brasileira**.

As Mudanças e o Instrumento do "Ex-tarifário"

A revisão abrange 120 produtos. Desse total, 105 itens tiveram o imposto de importação zerado, com o intuito de baratear insumos e equipamentos que não possuem produção similar no país. Para outros 15 produtos, que já haviam tido suas tarifas elevadas, os percentuais retornaram aos patamares anteriores. Essa lista inclui **notebooks**, **smartphones**, roteadores, impressoras em braile e mesas digitalizadoras. Segundo Uallace Moreira Lima, secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços do MDIC, as elevações prévias para alíquotas de 16% ou 20% (ou de 12% para 16%) foram aplicadas devido à existência de **similares produzidos no país**. A atual revisão, portanto, restabelece as condições anteriores para esses itens e amplia a lista de produtos com tarifa zero.

Essa estratégia é central para o regime de **ex-tarifário**, ferramenta essencial da **política industrial** que reduz o Imposto de Importação para bens de capital, informática e telecomunicações sem equivalente nacional. Seu propósito é garantir às empresas brasileiras acesso a tecnologias e insumos modernos a custos mais baixos, promovendo a **competitividade** e a modernização da **indústria brasileira**, sem prejudicar os fabricantes locais. Essa calibragem de tarifas busca um equilíbrio que estimule a inovação sem comprometer os setores estratégicos da economia nacional.

Proteção à Indústria e Estabilidade de Preços: Um Equilíbrio Necessário

O secretário Lima destacou que o objetivo principal é resguardar a **cadeia produtiva nacional** e manter os **custos de produção** sob controle. A projeção de impacto mínimo nos **preços ao consumidor** é justificada pela forte **produção nacional** em alguns segmentos. No caso dos celulares, por exemplo, cerca de 95% dos aparelhos vendidos no Brasil são fabricados internamente. Essa predominância doméstica minimiza o efeito das **tarifas de importação** sobre o preço final, fortalecendo o emprego e a renda no país ao apoiar a **indústria local** sem repassar custos significativos ao consumidor.

A **política tarifária** atua em sintonia com a visão de **reindustrialização** e fortalecimento econômico, conforme delineado em programas como o “Nova Indústria Brasil”. A complexidade reside em conciliar a competitividade global com o fomento ao crescimento interno. Essa revisão demonstra um esforço para otimizar essas variáveis, visando um ambiente de negócios mais previsível e, consequentemente, um custo de vida mais estável para a população.

Diálogo com o Setor e Transparência na Política

A alteração nas tarifas inicialmente gerou **repercussão negativa** e críticas, atribuídas pelo secretário a uma “falta de leitura atenta” das resoluções. Contudo, o governo estabeleceu um **diálogo** com o setor produtivo, resultando no compromisso de restabelecer o benefício de alíquota zero para produtos que tiveram sua tarifa elevada de 0% para 7%, bastando pedido das empresas. Esse processo de escuta ativa e ajuste demonstra a flexibilidade da administração em adaptar a **política de tarifas** às necessidades do mercado, reforçando o caráter técnico e dialogado da medida.

Para empresas que buscam revisão ou novos enquadramentos no **ex-tarifário**, o procedimento é claro: após o pedido, o governo analisa a existência de **similar nacional**. Se não houver, a alíquota permanece em 0%; caso contrário, retorna a 7%. Esse mesmo processo se aplica a novos investimentos, garantindo que o benefício seja concedido apenas quando não prejudicar a **produção local**. Esse modelo busca assegurar transparência e previsibilidade, consolidando uma **política tarifária** que apoia a **indústria brasileira** sem criar barreiras desnecessárias à modernização.

Para se manter atualizado sobre as decisões que impactam sua vida e o cenário econômico do país, continue acompanhando o RP News. Nosso portal está comprometido em trazer a você informações relevantes, contextualizadas e aprofundadas sobre os temas que realmente importam. Explore nossa diversidade de conteúdos e confie na credibilidade do RP News para sua dose diária de jornalismo de qualidade.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

Leia mais

PUBLICIDADE

[labads id='3']