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Rio confirma caso de raiva em cão que teve contato com morcego

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© Tânia Rêgo/Agência Brasil

Um caso de raiva em um cão na Zona Oeste do Rio de Janeiro acendeu o alerta das autoridades de saúde. O animal, que vivia em uma área urbana, foi diagnosticado com a doença em agosto após contato com morcegos e, consequentemente, teve que ser sacrificado. A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) divulgou o caso em 18 de setembro, destacando a necessidade de atenção contínua à raiva, uma enfermidade viral que causa inflamação cerebral e possui alta taxa de letalidade após o aparecimento dos sintomas.

A importância da vacinação antirrábica

Diante do caso confirmado, a vacinação antirrábica de cães e gatos se mostra ainda mais crucial. Diogo Alves, presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio de Janeiro (CRMV-RJ), reforça a necessidade de manter a imunização dos animais em dia para evitar riscos à saúde pública. A vacinação é realizada anualmente em campanhas promovidas pelas secretarias municipais de saúde, sob orientação do Programa Nacional de Profilaxia e Controle da Raiva.

No estado do Rio de Janeiro, a campanha de vacinação para 2026 está marcada para o próximo sábado (26), e a participação dos tutores é essencial para garantir a ampla cobertura vacinal e a proteção da população animal. Além da vacina, é recomendado que os animais não tenham livre acesso às ruas e que sejam sempre conduzidos por coleira e guia, enquanto os gatos devem permanecer em ambientes domésticos seguros.

Prevenção e cuidados adicionais

Além da vacinação, a SES-RJ alerta que é vital evitar o contato entre animais domésticos e morcegos, ou qualquer outro animal silvestre. Morcegos encontrados em locais incomuns durante o dia podem estar infectados e não devem ser tocados ou manipulados. O serviço de zoonoses do município deve ser acionado para o recolhimento seguro desses animais.

Os morcegos desempenham um papel ecológico significativo, como a polinização e o controle de insetos, e são protegidos por legislação. Contudo, a interação direta com humanos ou animais domésticos pode ser perigosa devido ao risco de transmissão da raiva.

Protocolos em caso de agressão

Em casos de mordidas, arranhões ou lambidas de mucosas por qualquer mamífero, é crucial buscar atendimento médico imediatamente. O local da ferida deve ser lavado com água corrente e sabão, e a equipe de saúde avaliará a necessidade de vacina, soro ou imunoglobulina antirrábica, especialmente em agressões por morcegos ou outros animais silvestres.

Cães ou gatos que mordem ou arranham devem ser observados por 10 dias para quaisquer sinais de raiva. Se o animal adoecer ou morrer nesse período, é fundamental comunicar as autoridades de saúde para evitar mais casos.

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Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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